Mariza é a estrela do aniversário do Casino de Lisboa

www.diariodigital.sapo.pt, 30 de Março de 2011 Mariza vai apresentar um concerto inédito no quinto aniversário do Casino Lisboa. A festa está marcada para 19 de Abril e a fadista vai levar ao palco quatro convidados, perfazendo, assim, um total de cinco artistas, numa alusão aos cinco anos do Casino Lisboa: Rui Veloso, Tito Paris, Carminho e Ricardo Ribeiro. A entrada é livre. Mariza irá suspender a sua carreira após o Verão devido a gravidez. Antes da cantora, tocam os Voodoo Marmelade. Depois da meia-noite, o responsável pela música será o DJ Pedro Ricciardi.

Mensagem da Mariza

Queridos Amigos,

É com o coração cheio que vos dou esta notícia – estou à espera de bebé. Não podia deixar de partilhar convosco esta alegria, uma vez que sinto, como sempre, que posso contar com o vosso apoio também agora, nesta fase tão diferente da minha vida. Agradeço desde já o carinho enviado por aqueles que foram sabendo da notícia, mas peço que respeitem a privacidade que o momento impõe de uma partilha mais íntima com a família próxima.

Até Julho continuarei a ver-vos nos palcos, já que “o membro mais jovem da minha equipa” chegará em Setembro.

Um grande abraço e um muito obrigada pela vossa presença e entrega.

MARIZA

Mariza nos 75 anos da Renascença

www.vousair.com, 17 de Março de 2011

O Grupo R/Com - Renascença Comunicação Multimédia faz 75 anos e vai festejá-los no dia 3 de Junho com uma grande festa musical no Estádio do Bessa, no Porto. Os convidados de honra são
Rui Veloso, Mariza e os britânicos James, que estarão acompanhados pela Orquestra das Beiras.

Com mais de 25 milhões de discos vendidos, os britânicos
James são uma das bandas estrangeiras mais reconhecidas em Portugal (e que mais concertos tem dado por cá). Êxitos como "Sometimes", "Sit Down" e "Born of Frustration" farão, com certeza, parte do alinhamento.

Os
James vão actuar acompanhados pela Orquestra das Beiras, uma formação que conta com 45 músicos de diversas nacionalidades.

Seguem-se, em palco, a multi-premiada fadista
Mariza e o pai do rock português, Rui Veloso, que pôs o país a falar da "rapariguinha do Shopping", embalado no swing de "Chico Fininho" e a olhar a paisagem de uma ilha, onde "havia um pessegueiro".

Os bilhetes custam €16 e já estão à venda na ticketline.

Mariza arrebata vasto auditório na África do Sul

de Agência Lusa
www.noticias.pt.msn.com, 12 de Março de 2011

Cerca de 1500 pessoas, na sua grande maioria portugueses e luso descendentes, aplaudiram de pé Mariza, no sábado à noite, no primeiro concerto de sempre da mais internacional fadista portuguesa na África do Sul.

No palco da Big Top Arena, a vasta sala de concertos do casino de Carnival City, a leste de Joanesburgo, Mariza recriou a "sua" taberna portuguesa e, a partir dos primeiros acordes, deu rédea solta à sua enorme capacidade de comunicação com uma diáspora que desde há muito ansiava pela sua presença física.

Acompanhada por Ângelo Freire, na guitarra portuguesa, Diogo Clemente, na viola de fado, José Marino de Freitas, no baixo e Vicky Marques na percussão, a fadista construiu, ao longo de hora e meia, um universo intimista no qual a distância entre o palco e o auditório se esbateu aos poucos e poucos e as emoções se fundiram com o virtuosismo dos intérpretes até se calar a última nota da noite.

"Quando pensava África do Sul, antes de aqui chegar, pensava sempre num local onde vivem muitos portugueses, uma comunidade que eu sabia ser muito bem sucedida, que teve o privilégio de vir para um grande país e de se organizar de uma forma especial e diferente, e depois em Nelson Mandela, uma figura da História mundial que faz desde sempre parte do meu imaginário, um homem de paz, de ideias e de perseverança", confessou Mariza antes de entrar em palco.

Mariza: “Los aviones me ponen enferma.”

entrevista de Javier Táuler San Miguel
www.intereconomia.com, 9 de Março de 2011

Empezó hace 10 años con el fado. Hoy es una de las artistas más afamadas del planeta en este género. Ayer sacó nuevo disco, Fado tradicional.

Diez años en el panorama musical. ¿Qué ve desde allí?
Sólo sé que estoy diez años más vieja, más cansada y más atenta a lo que me rodea.

¿'Fado tradicional' es volver a las raíces?
Es compartir con el público mi infancia, adolescencia, la Mouraria y la taberna de mis padres donde empecé a cantar con 5 años.

Se ha puesto un poco nostálgica, ¿no?
El disco no es algo nostálgico sino más bien de agradecimiento.

¿A quién?
A las personas que han escuchado mi música, a las voces que me han enseñado a cantar el fado y a mi ciudad.

¿Qué le evoca el silencio?
La soledad.

Sus mejores y peores momentos en la vida:
No vivo la vida así. La vivo con mucha felicidad y apreciando cada momento y cada minuto.

¿Y sus principales amores?
La Música y la familia.

¿Qué piensa del destino?
Nada. Existe.

¿Se siente 'sola ante el peligro 'como embajadora del fado?
Para nada. Me siento privilegiada de poder cantar y que la gente me escuche.

¿Bien acompañada, entonces, no?
Desde luego que sí.

¿Qué recuerdos tiene de su experiencia brasileira?
Fueron tiempos muy alegres, una gran experiencia, en la que pude hacer música con amigos.

¿Quiénes son sus intérpretes preferidos?
¡Ah! Muchos. Muchísimos.

Escoja uno.
¡Hay tantos! Es muy difícil escoger.

¿Qué sintió al participar en los homenajes a Amália Rodrigues?
Fue un momento muy triste para todos los portugueses.

¿Qué no le gusta de las giras?
Viajar. Los aviones me ponen enferma.

¿Y lo que más le atrae?
Cantar.

En 2003 fue elegida artista del año en Portugal. ¿Qué pensó?
Es un premio muy interesante, pero lo más importante es que los galardones son la consecuencia de tu trabajo.

¿Y diría lo mismo de su nominación a los Grammy?
Claro. Aunque son los premios más importantes de la música.

¿De dónde bebe para su música?
De la vida y de todo lo que me rodea.

¿Qué es lo mejor de la cultura lusa?
Todo. Soy portuguesa. La cultura de un país es un todo. Hay que venir a conocerla.

¿Qué opina de la cultura España?
La conozco muy poco.

¿Y de su gente?
Son personas a las que les gusta mucho la música.

¿Y algo más?
Les encanta acoger a otros y entender culturas diferentes. Me encanta volver siempre que puedo a cantar en España.

¿Qué piensa del público español?
Es muy caluroso y receptivo.

¿Hay alguno mejor en el mundo?
Todos son mágicos.

¿Qué le fascina de la gastronomía portuguesa?
Me encanta el pescado y la gastronomía Mediterránea en general.

¿Se animaría a hacer alguna banda sonora?
No. Nunca.

¿Por miedo?
No. Estoy muy contenta sobre un escenario y con la música que hago.

¿Qué es lo que más le gusta cuando sube a un escenario?
Cantar.

No le gusta escribir letras, ¿y eso?
No se cómo hacerlo. No tengo el don.

¿Qué proyectos solidarios tiene en marcha?
Soy embajadora de UNICEF y en estos momentos estoy trabajando en un proyecto de entrega de libros en Mozambique.

¿Qué experimenta al ponerte delante de un micrófono?

Quiero cantar.

Mariza actua hoje em Joanesburgo

de Agência Lusa
www.dnoticias.pt, 10 de Março de 2011

A cantora Mariza realiza hoje, em Joanesburgo, o seu primeiro concerto de sempre na África do Sul.

Numa organização da colectividade portuguesa União Cultural, Recreativa e Desportiva de Joanesburgo, o concerto de Mariza realizar-se-à na sala nobre do casino de Carnival City, na zona leste da cidade.

Mariza e os músicos que a acompanham chegam de manhã a Joanesburgo e duas horas antes do início do espectáculo (às 18 horas locais, 16 horas, em Lisboa) terão um encontro com a comunicação social sul-africana e portuguesa.

Fado Tradicional será editado em mais de 30 países

de Agência Lusa
Sol, 3 de Março de 2011

O álbum, Fado Tradicional, de Mariza é colocado à venda em 21 países na próxima segunda-feira numa edição standard (CD com 12 fados), e numa edição especial (12 fados e dois extra). O disco que, entre outros temas, integra o fado Promete Jura, foi produzido por Diogo Clemente, é o quinto álbum de estúdio da intérprete e foi editado em Novembro em Portugal.

Fado Tradicional estará à venda no Reino Unido, Alemanha, Espanha, Áustria, Suíça, Bélgica, Países Baixos, Noruega, Suécia, Polónia, Finlândia, Grécia, República Checa, Hungria, Bulgária, Japão, Austrália, África do Sul, Brasil, Turquia e Nova Zelândia.

A digressão internacional que a intérprete iniciou a 2 de Fevereiro na Turquia e envolve espectáculos em 20 palcos de alguns dos países onde o disco é distribuído. No final do mês, o álbum estará disponível em França e Itália. Refira-se que em Dezembro passado a intérprete de Ó Gente da Minha Terra foi condecorada pela França com a Ordem das Artes e Letras, no grau Chevalier.

O álbum integra um tema de Fernando Pessoa e dois originais de Diogo Clemente, o qual acompanha a fadista à viola, sendo os restantes acompanhantes Ângelo Freire (guitarra portuguesa) e Marino de Freitas (viola baixo).

Em Junho, Fado Tradicional chegará aos Estados Unidos e ao Canadá, países onde Mariza actu regularmente.

Tal como o título indica, as melodias que Mariza interpreta são fados tradicionais, como os casos do Fado Sérgio, a solo e em dueto com Artur Batalha, o tema Promete Jura (Maria João Dâmaso/Sérgio Dâmaso), o Fado Alfacinha para o tema de Fernando Pinto Ribeiro As Meninas dos Meus Olhos, ou o Fado Varela para uma letra de Diogo Clemente, Mais uma Lua. De Fernando Pessoa interpreta Dona Rosa, na melodia do Fado Bailarico de Alfredo Marceneiro. Ai, esta Pena de Mim (Amália Rodrigues/José António Guimarães Serôdio) no Fado Zé António, e Na Rua do Silêncio na melodia do Fado Alexandrino de Joaquim Campos com letra de António Sousa Freitas, são dois dos temas do repertório de Amália Rodrigues que recria. Os temas extra da edição especial são Olhos da Cor do Mar de João Ferreira-Rosa e Óscar Alves na música do Fado Amora de Joaquim Campos, e Lavava no Rio Lavava de Amália Rodrigues e José Fontes Rocha.

Mariza en el Palau de la Música de Barcelona

de Carles Gracia Escarp
www.cancioneros.com, 25 de Febrero de 2011



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XII Festival Mil.lenni. Programa: Maria Coma - MARIZA. Palau de la Música Catalana, 23 de febrero de 2011

MARIZA. Presentación de "Fado tradicional". Músicos: Mariza (voz), Ângelo Freire (guitarra portuguesa), Diogo Clemente (viola de fado), José Marino de Freitas (bajo acústico) y Vicky Marques (percusión).

REPERTORIO: Loucura, Fado vianinha, Na rua do silêncio, As meninas dos meus olhos, Chuva, Desalma, Barco negro, Rosa da Madragoa, Primavera, Instrumental (guitarrada), Meus olhos que por alguém, Meu fado meu, Cavaleiro monge, Mais uma lua, Dona Rosa, Ai, esta pena de mim, Alfama, Promete, jura, Rosa branca, Boa noite solidão, Ó gente da minha terra.

En nuestra anterior crónica dábamos cuenta del enamoramiento de Barcelona por Mariza y por su canto, fue en la presentación de su anterior trabajo discográfico "Terra" en 2008, la historia venía de lejos, de tiempo atrás, la relación fue a más encuentro tras encuentro, una gran historia de amor entre la ciudad y la artista: Fatum, estaba escrito. Con "Fado Tradicional", en 2011, volvemos a encontrarnos con la misma escena, Barcelona, el Palau de la Música Catalana, Mariza y sus fados, pasado el tiempo y sin lugar a duda podemos confirmar que el idilio continúa.

La velada la abrió el pop de autor intimista de Maria Coma acompañada por Pau Vallvé a la batería, cerraban su gira de presentación del primer disco oficial (Linòleum) editado en 2009 que da a conocer a la joven intérprete catalana, ofrecieron una muestra acústica de su repertorio como teloneros de Mariza, a modo de promoción y sin territorios comunes con el plato fuerte de la noche, Maria Coma grabará en breve su segundo trabajo.

Mariza vino después a presentar su "Fado tradicional", disco que hasta el 8 de marzo no estará a la venta en España, una lástima esa falta de previsión discográfica, siempre es mucho más disfrutable un directo si el material que se presenta ya es familiar al público. Así, en primera escucha del nuevo material en directo este retorno a la música raíz de Mariza, a esa esencia puramente fadista, resultó quizá menos intensa que la revisión de su repertorio ya conocido y del que Mariza y sus músicos también dieron buena muestra con algunos de sus mayores éxitos populares, de Fado em mim (2001): Loucura, Chuva, Ó gente da minha terra y Barco negro, de Fado curvo (2003): Cavaleiro monge y Primavera, de Transparente (2005): Meu fado meu, de Terra (2008): Rosa branca y Alfama.

En su nuevo proyecto musical Mariza deja a un lado las fusiones que tan buenas vibraciones y resultados le han dado en anteriores discos – aunque su espíritu no dejara nunca de ser fadista – y nos traslada de lleno a una casa de fados de Lisboa, a mayor gloria de su barrio de Mouraria. Vivimos una entrañable vuelta a casa, a sus calles y aromas, a sus sonidos más queridos, invitados sentados a la vera de una mesa de taberna, a la luz de las velas, su canto nos remite a su infancia, con ecos de Amália Rodrigues, homenaje al gran referente, a la tradición en definitiva. El título del disco lo deja bien claro, no hay dudas, no hay engaños, Fado Tradicional, y así Mariza nos canta clásica y formal como requiere el momento, siempre elegante recrea la atmósfera y el sentimiento, acaricia el fado en un escenario bien ambientado con pequeñas mesas y con público en escena.

Si por afición se ha dicho que Barcelona es una segunda patria para el tango rioplatense, tal vez la afirmación sería válida también en relación al fado portugués, aquí existe un público fiel que habitualmente llena teatros en las citas con el fado y que siente muy cercano el fado, incluso tenemos algunas intérpretes de origen catalán que se han adentrado en la materia (Mísia en origen, Névoa...). Multitud de artistas fadistas han cosechado siempre grandes éxitos en la capital catalana, el público catalán lo siente de una forma diferente al portugués, tal vez no tan profundamente, pero el caso es que gusta y mucho, los teatros llenos lo certifican en cada encuentro con sus estrellas del fado.



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Mariza forma parte de esa categoría de artistas en la que están también Buika, Lila Downs, Elefthería Arvanitaki, Dulce Pontes, entre otras damas (especialmente) de la canción popular, y que bajo la denominación "world music" se han labrado una carrera internacional siendo reconocidas en medio mundo. Es especialmente notorio el caso de Mariza, con maratonianas giras que la llevan a decenas de ciudades principalmente de Europa y América, una trayectoria envidiable y bien orquestada que sin duda requiere de un gran esfuerzo y sacrificio personal. Con este nuevo disco de momento estará en 14 países, la cita barcelonesa fue la única prevista en España, tal vez se cierren más contratos a no ser que mande la crisis económica.

La recreación de la taberna fadista, "A Tasca de Mariza", añade encanto al espectáculo y Mariza como no podía ser de otra forma reina con su voz poderosa y la emoción justa a menudo contenida, con el recogimiento requerido, derramando tristezas, compartiendo alegrías de fado, estallando si es preciso en los momentos cumbre.

A título personal y como señalaba al inicio el disfrute fue mayor escuchando sus viejos éxitos que los viejos clásicos del género recuperados para la ocasión, tal vez como decía por falta de escucha previa, pero en el disco también se incluyen nuevos temas con autoría de Diogo Clemente (productor del disco), que sigue aportando savia nueva y de interés al fado con sus creaciones y siempre acompañando a Mariza con mano maestra, como lo hacen en conjunto todos sus músicos, "guitarrada" clásica incluida y protagonismo final con un canto "à desgarrada" entre Diogo Clemente y Ângelo Freire, en un primer plano junto a Mariza.



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Un concierto en directo de Mariza es siempre un acontecimiento inolvidable, de los que dejan huella, Mariza tiene ese halo de luz artística que pocos artistas desprenden de manera natural con su sola presencia en escena, algo especial que la hace única e irrepetible, llegándose a crear entre artista y público un estrecho y fascinante vínculo de proximidad y magia que en cada nuevo encuentro en directo va creciendo y haciéndose más fuerte, con entrega y cariño mutuos, un maravilloso misterio, casi un milagro, quien lo prueba seguramente repetirá.

Tras sucumbir al vaivén emocional de un mar de viejos fados, el Palau cayó rendido al encanto de Mariza y a su vez la fadista agradecida descendió del escenario para mezclarse con el público, para agradecerle todo su cariño: Ó gente da minha terra. La artista estrechó cientos de manos a su paso mientras ofrecía su último canto a la gente de esta tierra, a la "gent d´aquesta terra", apoteosis final, Mariza forma ya parte para siempre de su gente, de sus querencias y de esta tierra que también es suya, cómo no, Barcelona sigue enamorada de Mariza y de su música, que sea por muchos años. Fatum, estaba escrito.

Mariza transforma Palau de la Musica Catalana numa tarberna

Diário Digital / Agência Lusa
www.diariodigital.sapo.pt, 24 de Fevereiro de 2011

Mariza transformou o Palau de La Música Catalana numa taberna "típica" portuguesa na quarta feira à noite em Barcelona, na apresentação do seu novo disco “Fado Tradicional”.

Mariza apresentou o novo disco numa das suas “salas preferidas para cantar” devido à “acústica magnífica”, para além de considerar o Palau de La Música Catalana uma sala “muito bonita e de culto em Barcelona”. “É uma sala onde eu tenho grandes memórias, porque sempre que cá venho sou bem tratada e esta noite não foi exceção”, afirmou.

O palco do Palau foi uma taberna típica portuguesa, com pessoas a assistir ao concerto sentadas em mesas que faziam parte do cenário. Na plateia o público era maioritariamente catalão, espanhol, porém foram alguns os portugueses que se manifestaram após a cantora perguntar pela sua presença na sala.

Acompanhada pelos músicos com que gravou o álbum: Ângelo Freire na guitarra portuguesa, Diogo Clemente (também produtor do disco) à viola e Marino de Freitas na viola-baixo, Mariza apresentou novas canções como o single Promete, Jura. A cantora portuguesa interagiu por diversas vezes com o público, fez toda a plateia cantar o refrão do tema “Rosa Branca”, pedindo sempre para ser feito com “atitude”.

Perto do final do concerto, Mariza reproduziu uma desgarrada “típica" da taberna portuguesa, cantando sem microfone juntamente com Ângelo Freire e Diogo Clemente que improvisaram vários versos. O espetáculo terminou com “Ó Gente da minha terra” em homenagem aos portugueses, durante o qual Mariza saiu do palco e cumprimentou vários espetadores da plateia, alguns deles emocionados.

“Pela primeira vez trago a Barcelona e a Espanha este disco, e sei que muitas das músicas não são conhecidas pois o disco só agora saiu no mercado internacional. É muito interessante perceber e sentir a reação das pessoas, foi um concerto muito bonito”, referiu. “Não me sinto embaixadora, se eu entrasse em palco a pensar nisso não cantava, eu gosto de cantar e é isso que me move”, disse à Lusa Mariza após o concerto integrado no Festival Millenni em Barcelona que faz parte da digressão mundial “Fado Tradicional”, álbum editado em novembro passado. A fadista considera-se “feliz por poder trazer uma cultura, poder cantar a minha língua, poder cantar a música da minha gente”, concluiu.

A digressão mundial começou este mês em Istambul, na Turquia. Depois de Barcelona, Mariza vai cantar no próximo dia 4 de março em Lahti, Finlândia, país onde a fadista goza de grande popularidade, tendo já sido nomeada para os prémios Emma Gaala. Ao longo de dez anos de carreira, Mariza arrecadou mais de 30 discos de platina e vários prémios internacionais, como o Prémio BBC Radio 3 para a Melhor Artista Europeia na área da World Music, dois Deutscheschalplatten (da crítica alemã), e um European Border Breakers Award no MIDEM, em Cannes.

Polónia

Concerto de Mariza acompanha por Ângelo Freire (guitarra portuguesa), Diogo Clemente (viola de fado) e José Marino de Freitas (baixo acústico).
Hala Sportowo-Widowiskowa, Gdynia, Polónia
15 de Fevereiro de 2011
Fotografias de Dawid Linkowski
www.galeria.trojmiasto.pl/Mariza-i180387.html






































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“El público español me hace sentir como una princesa”

de Puri Caro
20 Minutos, 23 de febrero de 2011

En Fado tradicional...
He querido compartir las historias de mi infancia, que pasé en el barrio de Mouraria de Lisboa. Para mí el fado es algo natural, puesto que crecí en una taberna (regentada por su padre). Recuerdo todos los fados que están en el disco y que escuchaba cantados por gente mayor que yo.

El fado conecta con el flamenco. Usted ha colaborado con José Mercé, Concha Buika o Miguel Poveda.
Son músicas de piel, de sentimiento, de corazón. Y cada uno de ellos son personas a las que quiero y respeto.

¿Tiene previsto retomar la fusión de fados con otras músicas en su próximo álbum, al igual que hizo en Terra?
Todavía no lo he pensado.

¿Y acercarse a la música de su país materno, Mozambique, en África?
No conozco su música. Siempre que voy es para trabajar y no tengo tiempo para introducirme en sus sonidos. Pero quizás lo haga.

¿Ya ha logrado meterse en el bolsillo a los puristas del fado?
No sé, pregúnteselo a ellos. La verdad es que no me preocupa mucho. Me encanta hacer música y por ello soy una privilegiada.

¿Qué opina del público español?
Me gusta. Me demuestran mucho cariño. Me hacen sentir como una princesa.

¿Van a ver a Mariza o a escuchar fados en directo?
Creo que en los últimos años vienen a verme a mí y eso me hace muy feliz.

¿Pisa los bares lisboetas para regalar alguna actuación espontánea suya?
En este momento no tengo tiempo para ello, pero sí que lo he hecho en el pasado.

Palau de la Música Catalana, HOY a partir de las 21.00 horas.
Precio de las entradas: de 18 a 56 euros.
Más información AQUÍ

Mariza presentará “Fado Tradicional” en Barcelona

de Agencia EFE
www.adn.es, 19 de febrero de 2011

La cantante portuguesa Mariza visitará Barcelona el próximo 23 de febrero para presentar en el Palau de la Música su nuevo álbum, "Fado tradicional", un "privilegio" para una de las artistas más representativas de un género del que además es embajadora cultural.

"'Fado tradicional' es un disco que nace de las memorias de mi infancia y adolescencia", afirma en una entrevista con Efe Mariza, quien empezó a escuchar y cantar fado "muy temprano". Y es que con solo cinco años la cantante descubrió una música que era la que sonaba en la pequeña taberna que sus padres regentaban en Mouraria, un barrio muy típico de la capital portuguesa.

"Fado tradicional" rinde tributo a las voces más importantes de una expresión artística que se ha ido transmitiendo de manera oral. "Es un agradecimiento a todas las personas que me enseñaron a cantar fado", admite la artista, de 37 años.

Mariza es embajadora de la candidatura del fado a patrimonio cultural inmaterial de la humanidad, una denominación que acaba de lograr el flamenco, "dos músicas muy sencillas, con una enorme sensibilidad y mágicas", subraya la cantante. "Esta candidatura es muy importante para los portugueses. Afortunadamente contamos con la ayuda del gran cineasta Carlos Saura, quien tiene una visión preciosa de este arte", subraya la cantante, quien participa en "Fados", el documental del director oscense. "La historia del fado esta siendo estudiada, sería muy importante que la Unesco lo reconociera como patrimonio porque así se podría preservar esta cultura", añade Marisa Dos Reis Nunes, quien se considera "una persona muy normal" que vive en una "Lisboa moderna", donde hay "una generación muy nueva" a la que le gusta cuidar su arte. "He tenido la oportunidad de crecer en una ciudad muy mezclada donde hay africanos, brasileños y portugueses. Pero mis influencias son inconscientes, no lo hago de forma tradicional o matemática", afirma la artista nacida en Mozambique, país que abandonó a los tres años.

Mariza está inmersa en una gira por todo el mundo y su próximo destino será Barcelona, donde actuará el 23 de febrero. "Estoy muy contenta de volver a esta ciudad porque allí me siento como en casa, además es un privilegio volver y poder tocar en el Palau, una de mis salas favoritas", asegura la intérprete, quien ha grabado "Fado tradicional" de forma muy espontánea y en compañía de los músicos que le acompañan en sus giras. La poesía se asoma por las letras de las canciones interpretadas por Mariza, quien considera a Fernando Pessoa "un poeta de culto" que aparece en casi todos sus discos.

La producción del álbum ha estado a cargo de Diogo Clemente, con un conocimiento "muy grande" de la música de Mariza y quien grabó con el productor español Javier Limón "Terra" (2008), uno de los discos de la artista más celebrados.

Mariza publica su nuevo disco el 8 de Marzo

www.emimusic.es, 11 de febrero de 2011

La cantante portuguesa presenta el disco en concierto el 23 de febrero en el Palau de la Música Catalana de Barcelona.

El 8 de marzo de 2011, Mariza publica su nuevo álbum Fado Tradicional en el que, después de nueve años de lanzar su música por todo el mundo, recupera las raíces del fado. La cantante portuguesa presenta el disco en concierto el próximo 23 de febrero en el Palau de la Música Catalana de Barcelona.

El viaje artístico de Mariza comenzó en 2001 con el disco Fado em Mim. Desde entonces, la cantante portuguesa se ha llevado su emocionante voz a todos los escenarios del planeta con el fado siempre presente. Mariza se encuentra en el momento idóneo para adentrarse de nuevo en las raíces que siempre han marcado sus trabajos. Como un tatuaje, el fado tradicional siempre ha estado grabado en la piel de Mariza y ahora renace con mayor madurez y experiencia. En Fado Tradicional, Mariza canta, como un homenaje, a los poetas y fados de siempre que han marcado su infancia, con la contemporaneidad y la visión personal que caracterizan a la artista.

“Mariza regresa a las raíces del fado clásico, sumergiéndose por completo en las tradiciones más auténticas de un género en el que es una de sus representantes más consagradas”, escribe el musicólogo Rui Vieira Nery. “Pero al mismo tiempo continúa atenta a una nueva generación de jóvenes compositores como Sérgio Dâmaso y estimula a sus músicos hacia un soporte instrumental contemporáneo, a veces osadamente experimental. Y, una vez más, nos ofrece su especial mezcla de lo viejo y lo nuevo creando una de sus grandes obras”.

Con más de 30 discos de platino en apenas diez años de carrera, Mariza reúne el reconocimiento del público y de la crítica en todo el mundo. En los dos últimos años ha llenado los escenarios más prestigiosos del planeta, desde la Ópera de Sydney al Royal Albert Hall de Londres pasando por el Carnegie Hall de Nueva York. Ha recibido dos nominaciones a los Grammy e importantes premios como el MIDEM European Border Breaker o el de la BBC a la Mejor Artista Europea de World Music.

Las canciones de Fado Tradicional son:

1. FADO VIANINHA. Fado Vianinha (Francisco Viana)
2. PROMETE, JURA . Fado Sérgio (Maria João Dâmaso / Sérgio Dâmaso)
3. AS MENINAS DOS MEUS OLHOS. Fado Alfacinha (Fernando Pinto Ribeiro / Jaime Santos)
4. MAIS UMA LUA. Fado Varela (Diogo Clemente / Reinaldo Varela)
5. DONA ROSA. Fado Bailarico (Fernando Pessoa / Alfredo Marceneiro)
6. AI, ESTA PENA DE MIM. Fado Zé António (Amália Rodrigues / José António Guimarães Serôdio)
7. NA RUA DO SILÊNCIO. Fado Alexandrino (António Sousa Freitas / Joaquim Campos)
8. ROSA DA MADRAGOA. Fado Seixal (Frederico de Brito / José Duarte)
9. BOA NOITE SOLIDÃO. Fado Carlos Da Maia (Jorge Fernando)
10. DESALMA. Fado Alberto (Diogo Clemente / Miguel Ramos)
11. MEUS OLHOS QUE POR ALGUÉM. Fado Menor do Porto (António Botto / José Joaquim Cavalheiro)
12. PROMETE, JURA con Artur Batalha. Fado Sérgio (Maria João Dâmaso / Sérgio Dâmaso)

Mariza da a cara pelo Expresso

Mariza da a cara pelo Expresso
www.aeiou.expresso.pt, 10 de Fevereiro de 2011

Mário Soares, António Horta Osório, Mariza e Ricardo Araújo Pereira são os rostos da nova campanha publicitária do Expresso, a propósito da publicação, a 26 de fevereiro, do número 2000.



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O Expresso comemora a sua edição 2000 a 26 de fevereiro. Será um marco histórico e especial, em que o Expresso introduzirá um conjunto de novidades. Além disso, a título de comemoração, o Expresso apresenta aos leitores uma revista extra onde se fará uma retrospetiva dos principais marcos da história de 38 anos do jornal, com as edições mais marcantes e uma caracterização do país há 2000 semanas.

Para comunicar esta edição histórica, o Expresso convidou quatros figuras públicas, de diferentes áreas, para darem a cara numa campanha publicitária. Mário Soares, António Horta Osório, Mariza e Ricardo Araújo Pereira aceitaram o desafio do semanário mais lido em Portugal, estando presentes numa campanha institucional multimeios, em imprensa, televisão, rádio, mupis e Internet. A campanha, que será lançada neste sábado, dia 12, e se prolongará até dia 26, é da autoria da Partners.

Cada uma destas figuras públicas terá nas mãos uma edição do Expresso em que foi notícia. Mário Soares terá um exemplar no primeiro caderno, António Horta Osório tem o caderno de Economia, Mariza surge com o Atual e Ricardo Araújo Pereira na Revista Única.


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”Com esta campanha que junta nomes tão sonantes pretendemos mostrar a importância do Expresso no panorama nacional como opinion maker, através da sua filosofia, dos seus cronistas, da história e das histórias que contou ao longo das 2000 semanas. As personalidades escolhidas são casos de sucesso, pessoas que, cada uma na sua área, são importantes e que funcionam como 'fazedores de opinião'", afirma Mónica Balsemão, diretora de Marketing da Impresa Publishing.

Mariza feliz com as suas escolhas

de Nuno Miguel Sousa
www.aeiou.caras.pt, 11 de Fevereiro de 2011






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A fadista vai dar mais de cem concertos ao longo deste ano, em Portugal e por todo o mundo. Apesar do ritmo intenso de trabalho, Mariza continua apaixonada pelo que faz.

Mariza foi uma das fadistas que participaram na noite de fados que Catarina Flores organizou no restaurante La Trattoria, em Lisboa. Sempre sorridente, a artista aproveitou a ocasião para desfrutar ao máximo da companhia dos amigos, com quem nem sempre consegue estar devido aos seus compromissos profissionais. "Este ano, vamos ter cerca de 110 concertos. Há muitas viagens, muita vontade em mostrar a língua portuguesa e cantar este disco, Fado Tradicional, em Portugal e no resto do mundo. Para conseguir aguentar este ritmo, arranjo energia na música, porque gosto muito daquilo que faço. Não me imagino a ter outra vida. Talvez um dia experimente fazer outras coisas, mas neste momento é a música que me preenche," explicou a cantora.

Apesar da sua dedicação à carreira, a fadista faz questão de arranjar tempo na agenda para ser solidária, uma atitude que aprendeu com os pais: "Agora, estou empenhada num projeto de doação de livros para Moçambique. Na minha casa sempre vi atos de solidariedade e eu, mesmo que não fosse uma figura pública, iria sempre ajudar quem precisa. Nunca me esqueço das minhas raízes, porque isso seria esquecer-me de quem sou."

Mariza na capa de revista britânica

www.cotonete.clix.pt, 3 de Fevereiro de 2011



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Mariza é a artista de capa da edição de Março da prestigiada revista britânica Songlines.

O artigo aprofundado chama-se "Mariza e a nova geração do fado" e tem como pretexto o novo disco da fadista portuguesa, "Fado Tradicional", e a digressão subsequente que vai levar Mariza mais uma vez aos quatro cantos do mundo.

A revista chega às lojas amanhã (4 de Fevereiro). Além de Mariza, também Crooked Still, Abigail Washburn, Aurelio Martinez e Bryan Adams estão em destaque na nova edição desta publicação dedicada à música tradicional e de fusão.

Nos próximos meses, Mariza vai levar "Fado Tradicional" a países como a Sérvia, Polónia, Espanha, Finlândia, Itália, Bulgária, Alemanha, Inglaterra, Eslovénia, África do Sul, Estados Unidos e Canadá, entre muitos outros.

In Sintra with Mariza

by Maria João Veloso
Up Magazine, November 30, 2010


VERSAO PORTUGUESA AQUI

It was Mariza who chose the fado music that weekend: she showed us that Sintra is a special place for her. From the heights of Pena down to the centre of town, from Seteais to Regaleira, we were dazzled by so many wonderful things in just one place.



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In Os Maias, emblematic work by the great Portuguese novelist Eça de Queiroz, Sintra was seen by Tomás de Alencar, a character who represents ultra-romanticism, as “a love nest where, beneath the romantic foliage the noblewomen abandoned themselves to the embraces of poets”. Lord Byron called it “glorious Eden”, Almeida Garret the “pleasant resort”. Since the eighteenth century the town of Sintra has been referred to as “a nostalgic and mysterious place” in foreign guidebooks. These characteristics have remained in place up until the present day and they were underlined by the dense fog that invaded the hills and enclosed the Pena Palace during our visit. Not enough, though, to prevent a crowd of people from invading this magnificent example of romantic architecture at around eleven o’clock in the morning. Claude Pena, the palace’s public relations officer, explained the morning invasion: “We make up part of every tourist itinerary. We get large groups first thing each morning. In Sintra there is a circuit on which Pena is always the first thing to see. In summer we can get seven thousand visitors a day”.

“I have a very strong connection to Sintra”, announces Mariza, a Portuguese fado singer who is recognized in the four corners of the world, no sooner has she set foot in this fairy tale setting.

It was here, in the palace that was built on the orders of the King Consort D. Fernando, husband of Queen D. Maria II, in 1837, that the artist recorded the video clip of the song Rosa Branca, from the album Terra, filmed in the Patio of Arches and in the cloister, in 2008. Claude remembers that on that day he saw “a group of Dutch people rooted to the spot so that they could witness the making of the video clip. ‘We know this singer very well’, they said, ‘She is very famous in Holland’”. The most internationally famous Portuguese singer since Amália recalls how she was also recognized in the streets of New York, after having appeared on David Letterman’s Late Show and having sold out Carnegie Hall.

HISTORICAL PLACES

Back in this lush world of greenery and mist, Mariza remembers various episodes that took place in Sintra, due to the practical jokes that the weather, a microclimate with a character all its own, sometimes plays. Three years ago, when she was passing through here on her Lugares com História tour, the show had to be postponed although it was the middle of August. “The weather is always a mystery – on the day before the concert there had been a rainstorm, and on the day itself it really rained a lot, but because of that the night was even more beautiful”, she remembers. At the time, the Mayor Fernando Seara even joked “Oh, Mariza, that was magic!” And those who were there had the privilege of seeing and hearing a memorable concert beneath a starry sky.

“It is not by chance that Sintra is World Heritage listed”, the fado singer observes while we walk through the sumptuous wings of the palace. From among the innumerable treasures, her attention is caught by the “fantastic” marble and alabaster retable, in the sixteenth century Chapel of the Jerónimo Convent – a ruin that predates the construction of the palace -, in which there is a black woman representing the escape of Our Lady to Egypt. Being the daughter of a Mozambican mother and Portuguese father, Mariza admits to having an African side that is greatly influenced by the way her mother brought her up. “I have black roots which, every now and again, come to the fore … I tap my foot even when I’m listening to classical music.”



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She is full of praise for the Portuguese royal family’s old summer residence: “This makeup mirror is brilliant”, “this telephone with six internal lines is amazing”. However, the most emphatic exclamations are reserved for the majestic Merman Arch which symbolizes the creation of the world. In the Indian Hall, Claude shows us the window where Queen Amélia used to like having tea. “She had really good taste” reckons the fado singer, whose liking for (herbal) teas is well known. When we are amongst the gigantic copper pans in the kitchen we discover that “Mariza is a super cook” – her agent, Carmo Stichini, guarantees it.

MEMORIES AND AROMAS

When the nooks and crannies and almost schizophrenic architecture of Pena Palace have been disclosed, we go down to the town of Sintra, to another palace, that of Seteais, where we are staying and where a lavish lunch is awaiting us. To open her appetite Mariza is true to form and asks for tea. We speak about fate: “With Amália’s death we became aware that fado music, as an integral part of our culture, could not be allowed to disappear”. But it was Mariza, who due to a quirk of fate lived and breathed fado from when she was little, who was able to disseminate the national song to the wider world. From that time, when she helped out in the Zalala restaurant and fado house, which belonged to her parents, she has hazy memories. She remembers only a dark tavern in Mouraria, where fado was sung and where the smells of tobacco, steak and roast sausage were intense: “There were no great culinary delicacies”. At our table in the Tivoli Palácio de Seteais’ “absolutely stunning” panoramic restaurant the conversation is animated as the exquisite starters arrive: Santa Teresinha chicken broth, shellfish bisque, savoury ricotta and Azeitão cheese tartlets, which follow the hors d’œuvre generously offered by chef António Santos. While delighting in the delicacies, the fado singer tells a story of two sisters who, at the end of a concert in Aveiro, appeared in front of her “dressed as Mariza” from head to foot: “Everything had been made by them, which shows extraordinary affection”. She also recalls the concert in the Royal Albert Hall, in London, dubbed “Friends’ Night” because she got together on stage great names of Portuguese music such as Carlos do Carmo, Tito Paris, Jaques Morelenbaum and Rui Veloso.

With the arrival of the main course, whose presentation is mouth watering, the conversation turns to the theme of cuisine. Before us the table is filled with arroz de pato malandro, tiger prawns sautéed in champagne with truffle risotto, and squid stuffed with curried rice, “a delicacy that is on a par with what I make at home” comments the fado singer, who confesses during this lunch that she is thinking of opening a restaurant.

As she spends around eight months a year on the road, when she finds herself in Portugal Mariza likes to go on excursions to show the marvels of the country to the many friends that she has made all over the world. It is not surprising that some of the places that we have visited today are included on these trips, but also, in Lisbon, the São Jorge castle, in the Alfama – “there’s no other like it” -, or simply unplanned wanderings in Rossio and Praça da Figueira.
Another of her preferences is Cascais, where she highlights the proximity to the Atlantic, but also the Santini ice-cream parlour, whose legendary homemade fare is now also sold in a new shop in the Rua do Carmo, in Lisbon. “Between tours, I have been known to go all the way to Cascais just to visit Santini”, she confesses with a little girl’s smile.



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RITUALS AND POETRY

After some memorable pears cooked in tawny port with cinnamon sorbet, we move on to the mysterious Quinta da Regaleira, built between 1904 and 1910, where the dreams of her mentor, António Carvalho Monteiro, are sculpted. He contracted the Italian, Luigi Manini, set designer at the Teatro La Scalla in Milan, to give shape to his philosophies. With four and a half hectares of land filled with labyrinthine gardens, caves, fountains, wells used in initiation rites, and Masonic-inspired constructions, Regaleira is considered today to be “a philosopher’s mansion”, as the architect João Alves, administrator of the Cultursintra Foundation and our tour guide on this wonderful trip, explains. “I had the sensation that I was coming home”, reveals Mariza, who borrowed this scenic site to make the video clip for the song “Cavaleiro Monge”, from her second album, Fado Curvo. There are few who are aware that this song, inspired by a poem by Fernando Pessoa, was originally sung by Amália who, nevertheless, never got around to recording it. The fado singer tells us that she was introduced to the song by the guitarist Mário Pacheco: “When I got to the car I put the cassette in the player and heard Amália singing it. It affected me to such an extent that I couldn’t even listen to the end”. As well as Florbela Espanca, the poet who wrote Mensagem is her favourite, as he is “a man of the world”, but very Portuguese.

Back in the Quinta da Regaleira there is a neo-Manueline chapel, which is a homage to the Portuguese discoveries. “In the middle of the floor in the chapel, on a blue background, a representation of the Cross of the Order of Christ, superimposed on the armillary sphere, stands out. As the guide map explains: ‘The iconographic comparison of this theme with the coat-of-arms of the second Empire of Brazil evokes the bridge between the two countries and the pioneering role of this monastic order in the Discoveries and in the universality of Christianity’”. Also represented in the chapel is the miracle of Our Lady of Nazareth, to whom Vasco da Gama prayed for help before setting off for India. “Worship of her is still very widespread both in India and Brazil”, João Alves explains.

This deeply symbolic spectacle is well worth a more prolonged visit, but for now we are running late for our trip to see the collection of João Arbués Moreira, who spent 50 years gathering toys from different eras. This enchanted world, with its 40 thousand objects, has been exhibited since 1989 in a museum located in a space provided by the Sintra Town Council.
According to museum employee Vera Nunes, “when grandmothers reach the top floor there are tears in their eyes.” This is understandable. After the origins of the toy, exhibited on the first floor, and the model cars and toy soldiers that you can see on the second floor, in the Doll’s Attic all a girl’s dreams – old and new – can be found. There are perfect little houses, dolls made out of various materials, miniature wood ovens and irons: a real treat for our female quartet, who, momentarily, revisit their childhoods. Mariza talks about her favourite doll, a Donald Duck, about a miniature stove and blender offered by her uncle, and about the sticker collections that they had back then.






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We spend the rest of the afternoon in the town of Sintra, where the popular singer (as she likes to be called) is constantly asked for autographs. Having handed out her best wishes to the people of Sintra, we stop to drink a jasmine tea in the Casa de Chá Raposa and then continue without delay to the typical Taverna dos Trovadores, a bar famous not only for its good food but also for the sing-a-longs that take place on occasion. While we are feasting on the crumbed octopus and bacalhau espiritual, we confirm that there is always good Portuguese music there.
And, speaking of which, the conversation turns to Fado Tradicional, our guest’s new album, which has just been launched in the Coliseus in Porto and Lisbon, with scenery designed by Frank Gehry and entitled “A Tasca de Mariza” (Mariza’s Tavern). The album, she tells us, was conceived on the road. “It is a very heartfelt undertaking; it forms part of my memories. Ten years were necessary to gain this awareness. I always knew that one day I was going to sing about what I have learnt.” And what has she learnt? Many things. For example, she has learnt that love, homesickness and suffering can be sung about in different ways.

Following a selection of desserts where the mango mousse and the caramel custard stand out, we return Mariza to the freedom of the road. It is at the crossroads of her many paths that the fado singer is reaping the greatest rewards. Be it during a prolonged round of applause, or in a full house in Tokyo, or in the simple phrase that was said to her after a concert in the capital of Bosnia: “Springtime has reached Sarajevo at last!”

Mensagem da Mariza

Mais um ano de trabalho que começa... Estou feliz por voltar aos palcos, por poder partilhar convosco este disco novo.

Deixo aqui mais uma vez aquele abraço carinhoso de agradecimento por tantas palavras bonitas que me fazem ter vontade de, por vós, continuar.

OBRIGADA!

Obrigada pelo carinho, pelas lagrimas, pelos aplausos, pelos sorrisos... mas, acima de tudo, obrigada pela AMIZADE!

BEIJOS e até breve,

Mariza

Mariza tocará en 14 paises, entre ellos España

Agência EFE
www.abc.es, 1 de Fevereiro de 2011

La portuguesa Mariza, considerada la musa del fado contemporáneo, emprende una gira mundial para llevar su nuevo disco "Fado Tradicional" hasta 14 países, entre ellos España, donde tocará en Barcelona el próximo 23 de febrero.

Según anunció hoy la discográfica de la artista, la cantante comienza mañana con un recital en Estambul y a continuación actuará en Belgrado (11 de febrero) y las ciudades polacas de Gdansk y Zabrze (el 13 y el 15 del mismo mes).

En Barcelona, la fadista actuará el 23 de febrero en el prestigioso escenario del Palau de La Música Catalana.

En los meses siguientes, Mariza actuará en Finlandia, Holanda, Italia, Bulgaria, Suiza, Francia, Inglaterra, Alemania, República Checa, Eslovenia, Estados Unidos y Canadá.

Nacida en Mozambique pero criada en el popular barrio lisboeta de la Mouraria, la artista de 37 años es una de las voces más internacionales de Portugal y ya ha vendido más de un millón de discos en todo el mundo.

"Fado em mim" (2001), "Fado curvo" (2003) y "Terra" (2008) son sus álbumes más conocidos.

Mariza inicia digressão mundial na Turquia

de Nuno Lopes, Agência Lusa
www.lusa.pt, 1 de Fevereiro de 2011

A cantora Mariza inicia quarta-feira em Istambul, no IS Sanat, a digressão mundial de “Fado Tradicional”, álbum editado em novembro passado, e que a levará a 20 palcos até abril. Depois da Turquia, país onde a fadista já atuou, Mariza participará no Festival Internacional de Guitarra de Belgrado, onde dia 11 sobe ao palco do Sava Center.

A fadista é acompanhada nesta digressão pelos músicos com que gravou o álbum: Ângelo Freire na guitarra portuguesa, Diogo Clemente (também produtor do disco) à viola e Marino de Freitas na viola-baixo. Da capital sérvia Mariza segue para a Polónia, onde dia 13 sobe ao palco do Hala Widowiskowo-Sportowa, e dois dias depois canta em Zabrze, no auditório Dom Muzyki i Tanca. À Lusa a fadista recordou ter tido na Polónia “uma das mais significativas experiências” da sua carreira, quando no ano passado “surpreendentemente”, foi lá cantar e todos trauteavam os seus temas e sabiam-nos, “num auditório brutal, de cerca de 30 mil pessoas”.

A data seguinte desta digressão é o Festivall de Millenni, em Barcelona. A intérprete de “Dona Rosa” atua dia 23 no Palau de la Música Catalana.

Mariza inicia o mês de Março na Finlândia, país onde a fadista goza de grande popularidade, tendo já sido nomeada para os prémios Emma Gaala. Dia 04 de Março estará em Lahti e no dia seguinte em Helsínquia. Dia 11 de março a criadora de “Desalma” estreia-se em palcos sul-africanos, em Joanesburgo. Dia 22 canta em Amesterdão, na Holanda, e dia 24 inicia um mini digressão por Itália, atuando nesse mesmo dia em Roma, no dia 26 em Bari e a 27 em Milão. De Itália a fadista portuguesa voa até à Bulgária, onde canta dia 31, em Sófia.

Mariza abre o mês de bril em Guimarães, cantando dia 02 no Pavilhão Multiusos, seguindo para a Suíça onde canta em Lucerna (dia 07), em Genebra (dia 09), regressando a Portugal para cantar dia 15 no Coliseu Rondão de Almeida (Elvas), e dia 16 no Pavilhão Multiusos, em Viseu. Dia 21 apresenta “Fado Tradicional” em Paris, na Salle Playel, última etapa da primeira parte desta digressão mundial.

Ao longo de cerca de dez anos de carreira, Mariza arrecadou mais de 30 discos de platina e vários prémios internacionais, como dois Deutscheschalplatten (da crítica alemã), um European Border Breakers Award no MIDEM, em Cannes, e o Prémio BBC Radio 3 para a Melhor Artista Europeia na área da World Music.