Mariza actua no Cairo
www.ionline.pt, 14 de Janeiro de 2010
A fadista Mariza actua na próxima terça-feira na Ópera do Cairo, onde apresentará o álbum mais recente, "Terra". Trata-se de um regresso ao Egipto onde a cantora actuou com assinalável êxito em Julho de 2006, como convidada especial do Festival Internacional da Canção do Cairo. Na ocasião, no Palácio Al-Manasterly, Mariza fez três "encores" e foi aplaudida de pé, "facto pouco habitual das plateias árabes", como disse à Lusa a jornalista Niven Alzairy, do Kol Alnas Magazine. Além do Palácio Al-Manasterly, Mariza actuou também no Teatro SayedDarweish, em Alexandria.
Na próxima terça-feira, a cantora subirá ao palco da Ópera do Cairo, edifício inaugurado em Outubro de 1988, depois do incêndio que destruiu o antigo Teatro da Ópera em 1971. Mariza interpretará essencialmente temas do álbum "Terra" produzido por Javier Limón, mas incluirá também fados do seu repertório como "Ó gente da minha terra" ou "Primavera".
A fadista será acompanhada por Ângelo Freire (guitarra portuguesa), Diogo Clemente (viola), Marino de Freitas (viola baixo), Vick (percussões) e Simon James (trompete e piano).
Depois da capital egípcia, tem já agendado duas actuações, dias 25 e 26, no Royal Festival Hall, em Londres, ponto de partida de uma digressão pelo Reino Unido que passará, entre outras cidades por Manchester e Brighton.
AMIGOS 006 FRIENDS

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Cléo and Mariza * 29/07/2009
PORTUGAL – Cantanhede – XVIV Expofacic

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Rosario and Mariza * 07/07/2009
ITALIA, Milano – Villa Arconati
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Mariza and Paula * 11/08/2009
PORTUGAL, Açores – Festival Graciosa 2009
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Mariza and Jasmin * 29/07/2009
PORTUGAL – Cantanhede – XVIII Expofacic

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Elizabeth and Mariza * 29/07/2009
PORTUGAL – Cantanhede – XVIII Expofacic
Laurinda Alves entrevista Mariza
fotografias de Kenton Thatcher
Espiral do Tempo, Dezembro de 2009
Quando não está em palco, longe das luzes, dos mistérios e fascínios que envolvem e prendem as multidões de fãs, é uma pessoa discreta com figura de menina. Fala devagar, sem pressas nem atopelos, pondera as questões e dá profundidade à conversa. Alegre mas grave, mantém uma atitude próxima e, ao mesmo tempo, meio-distante. Como se, de alguma forma, fosse intangível. Não faz de propósito, é assim naturalmente. Dizer que Mariza canta fado com uma voz única é dizer muito pouco. Mariza é, toda ela, uma mulher irrepetível e um talento sem igual. Dá gosto ouvi-la cantar, mas também ouvi-la falar de si, na primeira pessoa.

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No seu tempo cabe tudo ou é mais o que fica por fazer em cada dia?
O que fica por fazer é sempre mais do que aquilo que consigo fazer.
Quando é que percebeu que tinha uma voz que podia explorar no sentido de poder viver dela?
Nunca tive essa percepção. A não ser agora, para aí nos últimos quatro anos da minha vida. Só agora começo realmente a perceber que as pessoas prestam atenção ao trabalho que faço, que gostam e tentam entender. Isso, para mim, é uma benção! Poder cantar en alguns bares de Lisboa já era muito simpático mas, depois, veio um desafio maior e eu aceitei.
Quando é que foi a grande viragem profissional?
Quando fiz o primeiro disco: Fado em Mim.
Sentiu que olhavam para si como profissional, com mais expectativas?
Sabe que eu não tenho muita percepção de como é que as pessoas olham para mim ou deixam de olhar; se têm muitas ou poucas expectativas. Comecei a perceber que havia muitos pedidos para espectáculos e muitos convites para programas de televisão, entrevistas, desafios para cantar fora de Portugal e foi aí que percebi que qualquer coisa tinha mudado.
Fazendo uma leitura da sua própria voz e do seu próprio percurso, sente que tem a sorte de trabalhar no seu talento?
Sabe que eu nunca tive mais nada. Nunca estudei muito... não sou arquitecta, nem médica, nem jornalista, não sou nada. Sou formada pela vida.
Acredita sempre na sua música?
Não sei se acredito ou se não acredito o que eu sei é que não sei fazer mais nada.
Quando estou em palco dou aquilo que tenho. Se é bom ou mau, não sei, só quem ouve é que pode dizer se gosta. Eu não consigo dizer se é bom ou se é mau. No outro dia dizia uma amiga minha que o meu maior desafio seria um dia eu ver o meu próprio concerto. É uma coisa difícil de acontecer.

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Quando vai ao Japão, por exemplo, onde a cultura e a percepção das pessoas é radicalmente diferente, sente essa diferença? Sente que as pessoas ouvem um Fado que nós não ouvimos?
Não consigo fazer esse separatismo de públicos. Aliás, nem gosto de chamar público aos espectadores. Gosto de lhes chamar amigos porque sinto que as pessoas que vêm ouvir a minha música, que se sentem atraídas pela sonoridade que eu faço, devem ser amigos. Não estranhos...
A sua música comove, faz chorar , faz ficar mais alegre , faz ficar mais triste...
A nossa música, porque não é só minha. É nossa, é Fado. Apesar de neste momento já ter um cunho muito pessoal e uma personalidade muito própria, a base, a raiz de tudo o que faço é Fado.
As pessoas falam de si sempre de uma maneira hiperbólica. Adoram, vibram, dizem que é arrepiante ouvi-la cantar... isso faz com que a sua música saia ainda mais da alma?
Isso para mim é voltarem a carregar as minhas baterias. No final de um concerto estou esgotada, cansada, porque dou tudo, não sei subir a um palco ou a uma taberna ou onde quer que seja e ‘cantar baixinho’. Não sei fazer isso e, portanto, quando canto, é para dar tudo. Os sentimento, as emoções, a voz, tudo o que eu puder dar.
Em tournée, o que lhe dá mais prazer?
Depois de um concerto, sentar-me com os músicos e os técnicos, todos juntos, a fazer uma grande algazarra, uma grande jantarada. Bebermos uma grande taça de vinho tinto e estarmos ali todos à conversa. Dá-me imenso prazer.
O que é que aprendeu sobre si com esta vida?
Estou mais tranquila em relação às pessoas e a tudo. Por outro lado, estou mais exigente comigo e com os outros. Também tenho aprendido muito com artistas que nunca julguei conhecer.
Tais como?
O Chuchu Valdez, o Lenny Kravitz, o Sting... sei lá, são tantos. Mas não falo só de artistas de música, também falo de pintores, arquitectos, pessoas que tenho o maior prazer em conhecer. Tem sido um privilégio privar com algumas dessas pessoas porque me têm ensinado que quanto mais crescemos na vida, mais humildes temos que ser e mais respeito temos de ter pelo próximo.

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Quando volta a casa canta?
Não.
Nem sequer canta no duche?
No duche canto, mas mal. No duche aproveito para experimentar todas aquelas coisas que não posso fazer em público. (risos)
Canta Michael Jackson ou canta as suas músicas?
As minhas músicas não! Canto outras coisas e aproveito para experimentar vozes e brincar. É no duche que eu aproveito para fazer essas coisas, porque em público não as posso fazer. As pessoas iam achar-me completamente louca. Diriam: «ela enlouqueceu, já não basta o cabelo...». (risos)
Voltando ao início da nossa conversa, à sua relação com o tempo, pergunto o que seria para si um tempo ideal?
Gostava que um ano tivesse o dobro do tempo. Para mim, um ano passa a correr. Se contar com os concertos dos Coliseus do Porto e Lisboa que fechei no dia 1 de Novembro, já fiz 120 concertos este ano.
Actualmente qual é o seu maior sonho?
Tenho um grande sonho que tinha de ser concretizado a curto prazo: cantar para o Nelson Mandela.
Amava cantar para ele!
Ele adoraria saber isso com certeza.
Como moçambicana, como cidadã do mundo, como portuguesa, adoraria cantar para o Sr. Mandela.
Para si o tempo entre a infnância e a idade adulta foi uma vertigem, ou sente que foi um tempo demorado?
Nem consigo calcular. Acho que teve tudo a sua hora, o seu tempo e o seu momento.
Que outros sonhos tem, além de cantar para o Nelson Mandela?
Se pudessem juntar o Mandela e o Obama, era ouro sobre azul! Dois prémios Nobel da Paz, dois homens que foram presidentes pela primeira vez de países onde a raça tem um papel super importante – o Mandela foi o primeiro presidente negro de África do Sul e o Obama é o primeiro presidente afro-americano de uma super potência que é o Estados Unidos – se pudéssemos juntar os dois, eu não me importava. (risos)
Se fosse voluntária, e porque o mundo não vive sem voluntários, qual era a sua área de voluntariado?
Que pergunta tão interessante. Há tantas coisas que eu gostaria de fazer como voluntária mas é complicado porque não tenho tempo. Umas das situações que me deixam mais emocionada e até mais frágil, é quando vou aos hospitais e vejo pessoas abandonadas, sem visitas, sem alguém que lhes dê a mão ou um sorriso. Talvez gostasse de me dedicar a essas pessoas, a essa área.

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Gosta de relógios?
Gosto muito de relógios.
E isso faz com que coleccione relógios?
Vários amigos foram-me mostrando as suas colecções de relógios (principalmente o Herman José que tem uma colecção de relógios única) e fui-me apaixonando por relógios. Obviamente, não tenho, nem de perto, nem de longe, uma colecção dessas que mereçam uma grande atenção, mas gosto muito de relógios.
Qual é a pérola dos seus relógios?
A pérola dos meus relógios, neste momento, é este que estou a usar, que é um Jaeger-LeCoultre e que há muitos, muitos anos eu adoraria ter. Finalmente veio, está aqui no meu pulso, e estou muito feliz. Mas eu não uso os relógios só para ver as horas. Para mim eles são o acessório que finaliza uma maneira de vestir, ou de estar. Tenho um relógio em casa que tem 100 anos. É super antigo, mas é o relógio que eu uso quando ponho um vestido de noite, quando tenho de ir a uma festa ou a um jantar.
Qual é a marca do seu relógio com 100 anos?
É um Zenith, muito antigo. De corda, velhinho, velhinho. Muito bonito.
O que é que os seus relógio dizem de si?
Muito. Eu, por exemplo, só gosto de relógios de homem.
Os de senhora são muito pequeninos. (risos) Sou muito obeservadora e venho observando ao longo das minhas viagens o que é que as senhoras gostam de usar. Neste momento, os relógios estão muito na moda e, por vezes, nem ligamos ao que as pessoas trazem vestido: pode ter umas sabrinas, uma camisa brancas e uns jeans, mas se tem um bom relógio faz toda a diferença. (risos)
TOUR ARCHIVE 2010
25/01/2010 * UNITED KINGDOM, London – Royal Festival Hall
26/01/2010 * UNITED KINGDOM, London – Royal Festival Hall
06/02/2010 * UNITED KINGDOM, Manchester – The Bridgewater Hall
07/02/2010 * UNITED KINGDOM, Brighton – Brighton Dome
08/02/2010 * UNITED KINDGOM, Coventry – Warwich Arts Centre
09/02/2010 * UNITED KINDGOM, Gateshead – The Sage Gateshead
11/02/2010 * IRELAND, Dublin – National Concert Hall
20/02/2010 * TURKEY, Istambul – İş SANAT Istambul Hall
22/02/2010 * CUBA, La Habana – XII Festival del Habano
Concerto de abertura do festival com Chucho Valdés e Ivan Lins
28/02/2010 * PORTUGAL, Lisboa – Coliseu dos Recreios
Concerto solidário de vários artistas "Uma Flor para a Madeira"
04/03/2010 * MOÇAMBIQUE, Maputo – Centro Cultural Universidade Mondlane
Concerto integrado no programa da visita oficial do Primero-Ministro José Sócrates
07/03/2010 * GERMANY, München – Philharmonie im Gasteig
09/03/2010 * GERMANY, Bochum – Jahrhunderthalle
11/03/2010 * SWITZERLAND, Zürich – Kongresshaus
12/03/2010 * GERMANY, Ludwigshafen – Theatersaal
14/03/2010 * AUSTRIA, Wien – Wiener Konzerthaus
16/03/2010 * NETHERLANDS, Maastricht – Theater aan het Vrijthof
17/03/2010 * BELGIUM, Antwerpen – Koningin Elisabethzaal
19/03/2010 * NETHERLANDS, Groningen – De Oosterpoort
21/03/2010 * NETHERLANDS, Eindhoven – Muziekcentrum Frits Philips
22/03/2010 * NETHERLANDS, Amsterdam – Carré
10/04/2010 * SERBIA, Belgrade – Sava Center
11/04/2010 * HUNGARY, Budapest – Palace of Arts
23/04/2010 * CABO VERDE, Praia – Assembleia Nacional
26/04/2010 * FINLAND, Helsinki – Finlandia Talo Huset Hall
27/04/2010 * FINLAND, Tampere – Tampere Hall
29/04/2010 * SWEDEN, Uppsala – Uppsala Konsert Kongress
08/05/2010 * PORTUGAL, Espinho – Casino de Espinho
17/05/2010 * BOSNIA-HERZEGOVINA, Sarajevo – Bosanski Kulturni Centar
19/05/2010 * ESLOVENIA, Ljubljana – Križanke
21/05/2010 * PORTUGAL, Lisboa – Rock in Rio Lisboa 2010 (Palco Mundo)
22/05/2010 * PORTUGAL, Lisboa – Rock in Rio Lisboa 2010 (Palco Sunset)
Convidada do cantor Tim
28/05/2010 * GERMANY, Hamburg – Elb Jazz Festival 2010
29/05/2010 * POLAND, Wroclaw – Hala Stulecia
31/05/2010 * POLAND, Warsow – Sala Kongresowa
02/06/2010 * POLAND, Szczecin – Pomerian Duke's Castle
06/06/2010 * CHINA, Shangai – Expo 2010
12/06/2010 * ESPAÑA, Madrid
Concerto conjunto com a Orquestra Nacional de Espanha e Miguel Poveda
19/06/2010 * PORTUGAL, Régua – Parque Multiusos
Convidados especiais: Tito Paris e Ricardo Ribeiro
20/06/2010 * PORTUGAL, Angra do Heroísmo (Açores) – Sanjoaninas 2010
26/06/2010 * PORTUGAL, Macedo de Cavaleiros – Feira de Sao Pedro
05/07/2010 * PORTUGAL, Pontal Delgada (Açores) – Alameda do Mar
Convidados: Tito Paris e Ricardo Ribeiro
08/07/2010 * PORTUGAL, Barragem do Alqueva
Concerto conjunto com Paulo Gonzo
13/07/2010 * ESPAÑA, Madrid – Escenario Puerta del Angel
Convidado: Ricardo Ribeiro
15/07/2010 * BELGIUM, Ghent – Festival GentJazz
18/07/2010 * ANGOLA, Luanda – Estádio dos Coqueiros
23/07/2010 * PORTUGAL, Vilamoura – Casino de Vilamoura
01/08/2010 * PORTUGAL, São João da Madeira – Festival FEST IN
04/08/2010 * PORTUGAL, Machico (Madeira)
10/08/2010 * ESPAÑA, Sant Feliu de Guixols – Explanada del Puerto
Festival Internacional de la Porta Ferrada
14/08/2010 * PORTUGAL, Ponte de Lima – Festival Expolima
Convidado: Tito Paris
20/08/2010 * PORTUGAL, Monção
21/08/2010 * PORTUGAL, Lagos – Auditório Municipal
27/08/2010 * PORTUGAL, Crato – Festival do Crato 2010
Convidada de Tim
03/09/2010 * PORTUGAL, Vila Nova da Barquinha – Praça de Touros
04/09/2010 * PORTUGAL, Salvaterra de Magos – Praça de Touros
08/09/2010 * PORTUGAL, Águeda – Largo 1º de Maio
11/09/2010 * PORTUGAL, Pontal Delgada (Açores) – Alameda do Mar
Actuação na cerimónia da Declaração Oficial das “7 Maravilhas Naturais de Portugal®”
18/09/2010 * PORTUGAL, Soure – Feira de São Mateus
30/09/2010 * PORTUGAL, Lisboa – Instituto Superior Técnico
Concerto comemorativo do 100º aniversário do IST
05/10/2010 * PORTUGAL, Lisboa – Palácio de Belém
Concerto comemorativo do Centenário da República Portuguesa
11/10/2010 * GREECE, Atenas
16/10/2010 * PORTUGAL, Aveiro
Convidada de Rui Veloso
03/11/2010 * CROACIA, Zagreb – Hypo Centar
05/11/2010 * AUSTRIA, Bregenz – Festpielhausbregenz
06/11/2010 * GERMANY, Ludwingsburg – Forum am Schlosspark
07/11/2010 * GERMANY, Leverkusen – Leverkusener Jazztage 2010
08/11/2010 * ESPAÑA, Madrid – Auditorio Nacional
Concerto Privado
11/11/2010 * ROMANIA, Bucarest – Sala Palatului
13/11/2010 * PORTUGAL, Póvoa de Varzim – Casino da Póvoa
14/11/2010 * SWITZERLAND, Basel – Festival Hall of the Basel Fair
25/11/2010 * PORTUGAL, Porto – Coliseu do Porto
29/11/2010 * PORTUGAL, Lisboa – Coliseu dos Recreios
30/11/2010 * PORTUGAL, Lisboa – Coliseu dos Recreios
13/12/2010 * ESPAÑA, Madrid – Teatro Rialdo Movistar
Concerto com várias cantoras de apresentação do disco "Mujeres de Agua"
Mensagem da Mariza
Espero que 2010 seja tudo aquilo que mais desejam.
Muito obrigada por todo o carinho que oferecem todos os dias e por partilharem comigo os momentos mais bonitos da minha vida.
Aqui, de coração, vos agradeço mais uma vez.
FESTAS FELIZES!
Mariza
Uma noite de Estrelas
www.musicatotal.net, 15 de Dezembro de 2009
Faltam apenas cinco dias para que MARIZA, RUI VELOSO, PAULO GONZO, CARMINHO, RICARDO RIBEIRO e os SHOUTS abram as portas do Campo Pequeno a fim de receberem todos os que com eles queiram passar um verdadeiro serão de Natal.
Nesta época de família, a noite de 19 de Dezembro vai ser uma noite mágica. Raramente é possível juntar de uma só vez, uma mão cheia de artistas, tão importantes e tão queridos do público para actuarem em conjunto no mesmo dia e no mesmo palco. Mas querer é poder e esta era uma vontade por eles desejada há muito tempo.
Não vale a pena imaginar o que vai acontecer no Campo Pequeno dia 19 de Dezembro. Uma coisa sabemos, vai ser uma noite de estrelas, uma troca de afectos, sentimentos e experiências, onde cada um deles vai interpretar os mais emblemáticas temas das suas carreiras a solo, como ainda numa interpretação inédita e exclusiva alguns dos seus temas favoritos e umaselecção das mais belas canções de Natal.
No palco do Campo Pequeno vão soar grandes êxitos como: "Ó Gente da Minha Terra", "Não Há Estrelas No Céu", "Jardins Proibidos", "Sra. Da Nazaré", "Presépio de Lata" a par de canções tão emblemáticas como: "Amazing Grace", "Oh Happy Day" ou "Avé Maria" (Schubert).
Mariza nomeada, de novo, Embaixadora da UNICEF
A Montblanc juntou-se à UNICEF numa campanha de solidariedade e apresentou como Embaixadores da Boa Vontade para o mercado português Mariza, Xana Nunes, Paulo Gonzo e Virgílio Castelo.
No passado dia 9 de Dezembro, os Embaixadores estiveram presentes na boutique Montblanc para uma sessão fotográfica com a caneta «Meisterstuck Signature for Good», uma caneta cujo 10% das vendas revertem a favor dos programas de alfabetização da UNICEF.

DVD de Mariza atinge Galardão de Ouro
«Terra em Concerto» atingiu as 10 mil unidades vendidas poucos dias depois da data de lançamento.
O DVD de Mariza, «Terra em Concerto», lançado a 4 de Dezembro, atingiu o galardão de ouro, o que representa 10 mil unidades vendidas. «Terra em Concerto» mostra as filmagens do concerto inaugural da digressão mundial de Mariza - a sua maior de sempre - na Praça Celestino Graça (Santarém).
Os espectáculos foram «completamente baseados no último álbum, «Terra», com três ou quatro temas dos anteriores CDs», afirmou Mariza à Visão. O álbum, contendo os originais, foi apresentado recentemente em concertos completamente esgotados nos Coliseus de Lisoa e Porto.
Na extensa digressão, Mariza pisou os palcos mais prestigiados de todo o mundo: Carnegie Hall em Nova Iorque, Sidney Opera House, Barbican Hall em Londres, Palau de la Musica Catalaña em Barcelona e o Chan Centre for Performing Arts em Vancouver, entre outros.
Como extra no DVD encontra-se o documentário «Mariza and the Story of Fado», produzido para a BBC, um dos principais canais televisivos britânicos.
Tributo a Amália
No ano em que se assinala o décimo aniversário do falecimento de Amália Rodrigues, o Multiusos de Guimarães recebeu um surpreendente espectáculo que juntou no mesmo palco Mariza, Rui Veloso, Paulo de Carvalho, Carminho, Ricardo Ribeiro e os Fragmentos.
Numa produção da Audioveloso, a diva portuguesa foi recordada com a interpretação de grandes êxitos como “Estranha Forma de Vida”, “Barco Negro”, “Povo Que Lavas no Rio”, “Casa Portuguesa”, “Gaivota”, entre outros.

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Mariza na primeira pessoa
Mariza assinala a capa da 33ª edição da versão impressa da Espiral do Tempo, com uma entrevista exclusiva por Laurinda Alves. Mostramos-lhe os bastidores da sessão fotográfica de uma fadista na primeira pessoa.
Reconhecida pela sua voz e indiscutível talento, a fadista Mariza assinala a capa da 33ª edição da versão impressa da Espiral do Tempo, na qual surge com um Jaeger-LeCoultre Reverso Squadra no pulso. E o momento não poderia ser mais propício, já que a artista portuguesa despede-se de 2009 com o seu albúm Fado em Mim ser eleito pelo jornal The Times como o sexto melhor disco dos últimos dez anos, na categoria de world music. Mariza foi fotografada por Kenton Thatcher e entrevistada por Laurinda Alves.
VIDEO
Mariza announces UK TOUR
www.wearsthetrousers.com, November 23, 2009
Portugese singer Mariza brings her latest album Terra (2008) to life early next year with a six-date UK tour. The peerless fadista will be serenading crowds with her phenomenal pipes starting with a two-night stand at London’s Royal Festival Hall on January 25 and 26, winding down on February 9 at The Sage in Gateshead. We’re told that she’s got a live DVD in the works for early next year, to be followed by a new studio album later in 2010. Full list of dates below:
25.01.10 Royal Festival Hall, London
26.01.10 Royal Festival Hall, London
06.02.10 Bridgewater Hall, Manchester
07.02.10 Dome, Brighton
08.02.10 Warwick Arts Centre, Coventry
09.02.10 The Sage, Gateshead
Tickets are on sale now.
Mariza lança novo DVD a 7 de Dezembro
Terra em Concerto é o novo DVD de Mariza, o terceiro da sua carreira, que é colocado no mercado no dia 7 de Dezembro.
O DVD regista o espectáculo inaugural da actual digressão, de promoção ao disco Terra, realizado a 21 de Junho do ano passado na Monumental Celestino Graça, em Santarém.
As vendas do álbum Terra valeram à cantora três discos de platina (60 mil cópias), tendo recebido duas nomeações para os Grammy latinos este ano. Desde o lançamento deste álbum que a fadista já realizou mais de 150 espectáculos em todo o mundo.
No concerto que agora será editado em DVD acompanharam a fadista Ângelo Freire, Diogo Clemente, Marino de Freitas, Vick e Simon James. Além do espectáculo, o DVD, realizado por Hélder Mendes, conta ainda como extra o documentário Mariza and the Story of Fado, produzido para a BBC TV.
XIX Cimeira Ibero-Americana_2
Ó GENTE DA MINHA TERRA
(Amália Rodrigues / Tiago Machado)
Reportagem RTPN
www.rtp.pt
Mariza na cerimónia de abertura da XIX Cimeira Ibero-Americana
29 Novembro 2009
XIX Cimeira Ibero-Americana_1
ROSA BRANCA
(José de Jesus Guimarães / Resende Dias)
Reportagem RTPN
www.rtp.pt
Mariza na cerimónia de abertura da XIX Cimeira Ibero-Americana
29 Novembro 2009
Revista CARAS entrevista Mariza
fotografias de João Lemos
Caras, 28 de Outubro de 2009
Acredita que o destino já vem traçado. E o seu, por muitas voltas que desse, tinha de desembocar no fado. Com uma carreira em construção, iniciada há oito anos, mas da qual já fazem parte sonhos cumpridos, prémios merecidos e reconhecimento internacional, Mariza é hoje uma das embaixatrizes da cultura portuguesa no mundo. Depois de já ter apresentado o seu mais recente CD, Terra, em muitos palcos internacionais de prestígio, a fadista cantou-o nos Coliseus do Porto e de Lisboa. E agora, silêncio, que também se vai falar do fado.

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Fazer um Coliseu é sempre encarado como uma prova de fogo? Ou o facto de já ter cantado em grande salas por todo o mundo diminui essa carga?
Todas as salas são de enorme responsabilidade. Até cantar numa taberna o é. Cantar, para mim, implica sempre responsabilidade e profissionalismo, mesmo que esteja entre amigos. Tenho sempre em mente que quando vou cantar tenho de fazer o meu melhor.
Em Portugal, a crítica nem sempre foi simpática para si, mas agora já não se pode dizer o mesmo...
Não se pode agradar a toda a gente... E vou dizer uma grande maldade: de há uns tempos para cá deixei de ler críticas, não só em Portugal, mas em qualquer parte do mundo. Umas, porque posso achar que a forma como me tratam é exagerada e pode fazer o meu ego disparar e eu ficar a achar que sou a melhor do mundo; outras, porque posso achar que as coisas que estão a dizer não são as melhores...
É dos artistas que mais tem levado a nossa cultura fora de portas. Isso dá-lhe uma maior responsabilidade?
Para mim é um orgulho enorme mostrar a cultura portuguesa a pessoas que não a conhecem ou que têm uma noção muito pálida daquilo que somos. A música que faço hoje, tentando respeitar as bases, as tradições da nossa cultura, já tem um cunho muito pessoal, mas não deixo de cantar em português, não deixo de cantar os grandes poetas portugueses. E levar essa cultura a outras gentes é sempre uma grande responsabilidade. Mas é com enorme prazer que o faço, cada vez mais apaixonada pelo que faço.
É cantora- residente do Carnegie Hall de Nova Iorque, já actuou na Ópera de Sydney, no Hollywood Ball, no Royal Albert Hall de Londres, na Ópera de Frankfurt e, mais recentemente, estreou-se no Hibiyca Public Hall, no Japão. Qual é o palco que lhe falta pisar?
Já fiz quase todos os palcos que sonhava pisar... Há, isso sim, alguém para quem gostaria de cantar: Nelson Mandela. Tenho uma enorme admiração por ele, é um ser humano com uma história de vida incrível.
Há quem lhe chame a nova diva do fado...
Não gosto da palavra! Percebo por que é que se usa, porque vem de divina, mas não encaixo nesse perfil.
E não tem tiques nem manias de diva?
No meu camarim não gosto que haja comida, só gosto que haja chá. Se isso for um tique de diva, então tenho! Não exijo mais nada. Quase não quero que dêem conta que eu lá estou e não chateio ninguém.
No entanto, em palco tem uma imagem trabalhada - nomeadamente no que diz respeito ao guarda-roupa -, onde cabe cor, ousadia, espectáculo, que é de uma grande estrela...
[risos] Estou é a morrer de medo e as pessoas é que não sabem. Quanto à imagem, não é trabalhada. Quando recomecei a cantar fado, tive a sorte de ter como amigos o Eduardo Beauté, que me pôs o cabelo como eu o queria, adoro cabelos curtos, e o João Rolo, que tem um ateliê cheio de vestidos e me deixa escolher os que quero... Ainda hoje são eles que tratam da minha imagem.

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Quer dizer que ao fim de oito anos ainda tem medo de enfrentar o público?
Se não tivesse medo, isto que faço não teria lógica nenhuma. Tem que se ter medo, respeito. No dia em que não sentir nervosismo ao entrar em palco, já não vale a pena cantar.
Em palco parece quase encarnar uma personagem...
Se não formos pessoas puras em cima do palco, as pessoas percebem que há uma personagem e que aquilo é falso. E isso não resulta! Temos de trabalhar com a verdade. O que as pessoas vêem no palco é o que eu sou. Tem que ver com o que me rodeia, com o que tenho absorvido nos últimos dez anos. Não consigo fabricar uma personagem, embora fosse melhor que o soubesse fazer, pois talvez me resguardasse mais e não mostrasse tanto os meus sentimentos...
Mostra os sentimentos ao ponto de chorar em palco?
A prova disso está num DVD... Não gosto que isso aconteça, mas a emoção do momento, a forma carinhosa como o público olha para mim, como me recebe, como está atento à minha música, é inacreditável, comovente...
No dia-a-dia, a sua imagem é igualmente cuidada, mas mais discreta. Isso revela alguma timidez que em palco contraria?
O palco merece tudo! E como gosto dos vestidos grandes, de princesa, uso-os. No dia-a-dia adoro jeans, ténis, sapatos rasos. Vou sempre às mesmas lojas, onde as pessoas já me conhecem e sabem do que gosto. Não gosto de experimentar roupa, nesse aspecto acho que não sou muito feminina. Mas assumo que tenho uma tara por sapatos!
O seu cabelo curto e louro revela alguma rebeldia escondida por trás desse ar doce que transmite?
Era maria-rapaz, mas nunca tive um acto de rebeldia. Desde criança que queria ter o cabelo curto, mas a minha mãe não me deixava, porque adorava pôr-me ganchos. E o meu cabelo todo encaracolado dava imenso trabalho. O meu pai acordava e em dez minutos estava pronto e eu chorava quase todos os dias porque tinha de me pentear e fazer tranças. Por isso, dizia muitas vezes que quando fosse grande iria ter o cabelo curto... E agora, em 15 minutos, estou pronta!
E deixar os estudos não terá sido um acto de rebeldia? Ou foi apenas a única saída para se poder dedicar à música?
Não foi um acto de rebeldia, foi uma procura de felicidade. O ser humano tem de lutar pela felicidade. Queria ser feliz, e só o conseguia ser a cantar. Porque viver é muito bom, mesmo se de vez em quando a vida nos prega partidas.
Mas era má aluna?
Não, era uma aluna medíocre... [risos] Estudava no Gil Vicente e descia um cano que lá havia para ir para o pátio cantar. A música era mais forte do que as aulas! A estudar eu era muito infeliz, por isso não valia a pena insistir. Tinha uns 17 anos quando desisti da escola.
Os seus pais não ficaram preocupados com isso?
A minha mãe ficou um pouco receosa, mas o meu pai, como percebeu que era mesmo o que eu queria fazer, apoiou-me. Ele adoraria ter sido actor, cantor, mas a vida não lho proporcionou...

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E hoje como é que eles encaram a sua carreira?
Não lhe chamo carreira, chamo-lhe percurso. Como muita gente, acho que eles também não percebem a dimensão da maior parte das coisas que me acontecem.
Aos 13 anos tirou um curso de manequim. Porque a fascinava o mundo da moda ou para ver se interrompia os estudos mais cedo?
Foi por incentivo de uns amigos. Como sou muito curiosa, e também como o meu pai embarca sempre nas minhas conversas, lá fui eu. E foi muito bom ter feito esse curso, porque percebi que não era aquilo que eu queria e, ao mesmo tempo, deu-me outra forma de estar...
Parece ser uma mulher segura, com metas bem traçadas. É assim mesmo, ou ainda tem algumas incertezas?
E quem não tem incertezas? Quem é que é completamente seguro? Não conheço ninguém! Temos sempre receios, medos. Segura, sou só no meu trabalho, sou até impiedosa. Digo tudo o que penso e gosto que façam o mesmo comigo. Sou frontal e honesta. Mas também sei pedir desculpa quando erro.
Na vida pessoal, também tem essa frontalidade?
Sim. Não aguento ir para casa a pensar que deveria ter dito alguma coisa e não disse...
Disse em tempos que a sua vida pessoal era a música. Ainda pensa assim? Isso não implica abdicar demasiado de alguns projectos pessoais que poderiam ser importantes, como por exemplo ter filhos?
A minha vida pessoal chama-se música. De resto, as coisas acontecem se tiverem de acontecer. Mas neste momento o meu objectivo é a música. Não esperei chegar até aqui, nunca procurei nada e já aconteceu tanta coisa! Mas tudo é possível...
Essa dedicação total à profissão não implica uma factura muito alta?
A minha família paga uma factura muito alta...
A música proporcionou-lhe um convite para ser embaixadora de Boa Vontade da UNICEF. Esse é um dos lados gratificantes de ser artista?
Esse é o lado gratificante de se ser pessoa, termos oportunidade, com o pouco que temos, de dar um sorriso a quem precisa.
Jô Soares
MIÚDO DA RUA
(Jorge Ataíde)
CADEIRA VAZIA
(Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves)
Mariza no programa de Jô Soares
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26 Novembro 2009



