TERRA em 5º lugar do top americano

de Mário Rui Vieira
www.blitz.aeiou.pt, 3 de Março de 2009


Terra, o mais recente álbum de Mariza, está em quinto lugar na tabela de vendas de world music norte-americana e em terceiro na mesma tabela do Canadá. O disco foi editado em ambos os países no passado dia 27 de Janeiro. O sucesso nas tabelas da Billboard, que medem as vendas de álbuns na América do Norte, coincide com a digressão da cantora pelo continente. Mariza subiu na semana passada ao palco do mítico Town Hall, em Nova Iorque - o concerto esgotou uma semana antes.

A digressão inclui 48 espectáculos e iniciou-se a 13 de Fevereiro no Canadá. Até Maio, Mariza vai passar por cidades como Los Angeles, Filadélfia, Nashville, Atlanta, Miami, São Francisco e Vancouver, entre muitas outras.

Terra foi incluído em várias listas de melhores discos de 2008 por publicações como a Uncut, The Times ou Sunday Times, e valeu à cantora a segunda nomeação consecutiva para os prémios Grammy latinos. Em Portugal, o registo já atingiu a dupla platina e está no top há 33 semanas.

Congratulations



Mensagem da Mariza

Meus queridos amigos.
É para mim um privilégio poder contar com o vosso carinho e atenção.
Não existem palavras para agradecer a forma maravilhosa como me tratam!
Sinto-me muito lisonjeada por tudo o que me têm oferecido ao longo deste pequeno percurso.
Penso que a palavra OBRIGADA não chega para tanta dedicação e amizade. Mas neste momento é a unica que sei! OBRIGADA a todos os que tornam os meus sonhos possíveis.
Até breve. Com o maior respeito e carinho,
Mariza

Isto sou EU!

entrevista de Carlos Vaz Marques
realização de Filipe Carriço / fotografias de Ricardo Quaresma
Elle, Outubro de 2008


Ao longo das últimas duas décadas, Mariza deixou o anonimato e tornou-se na artista portuguesa com mais projecção internacional. O mundo a seus pés.
Continua a lavar roupa nos hotéis onde pernoita. É um pequeno segredo anti-stress que nem nos quartos mais fency põe de lado. Tem a vantagem adicional de lhe permitir percorrer o mundo com muito pouca bagagem. A actual digressão de Mariza vai durar, desta vez, um ano. Só nos Estados Unidos passará três meses. Uma longa permanência em que vai avaliar se é desta que se estabelece em Nova Iorque. A ideia não é nova e ganha agora mais força do que nunca. Ao quarto disco, Terra, a cantora que faz questão de nunca se referir a si própria como fadista, tem definitivamente a terra toda como palco.

Quando olha para trás que momento elege como o mais determinante para ter chegado onde chegou?
Acho que todos os momentos foram importantes. Mas acho que um dos pontos fundamentais é a perseverança, a vontade de vencer e o orgulho no que faço. A princípio eu não queria nada. Eu olhava e dizia: «Que giro o que me está a acontecer». Depois comecei eu própria a pensar: «Já que cheguei até aqui porque é que não vou até ali?». Mas vivo um dia de cada vez. Preparo-me para que as coisas aconteçam, mas estou sempre de pé atrás. Só acreditei que ia aparecer no programa do David Lettermann quando comecei a cantar. Eu já lá estava há horas, mas a pensar: daqui a pouco vem alguém bater à porta do estúdio e dizer-me que vou ser trocada porque chegou a Madonna.

Receia despertar de repente e ver que era tudo um sonho.
Pois. Isto é tudo um bocado efémero.

Sente isso de uma forma permanente?
Eu não gosto de me iludir. Quando as pessoas diziam todas: «Vai ganhar o Grammy.» Era uma ilusão. Estar nomeada já era importantíssimo. Já era uma vitória. E ninguém percebeu isso.

Em que medida é que a sua imagem, para além da própria música, foi importante para o seu processo de afirmação?
Sinceramente, eu nunca vi nenhum cantor que não tivesse imagem. Todos os artistas têm uma imagem. Eu não sou excepção.

Há alguns em que ela é mais marcante ou mais personalizada no âmbito da música que cantam.
Acho que todos têm uma imagem personalizada. Há umas pessoas que se destacam mais, outras que se destacam menos.

A Mariza destaca-se, por isso lhe fiz a pergunta.
Acho que isso tem a ver com o estilo de música que eu canto. As pessoas estão habituadas a uma imagem para esse estilo de música. Gostam de ter a casa arrumada e com tudo compartimentado. Eu talvez fuja um pouco a essa imagem que as pessoas têm de quem canta este género musical. Mas isto sou eu.

E isso foi importante?
Não. Amanhã se eu quiser mudar...

Não digo para si...
Para o público?

Para fora, para a afirmação da sua personalidade artística.
Não me parece. Acho que as pessoas primeiro ouvem a música. Nós podemos ter uma imagem genial, mas se a música não for boa não vale a pena. Neste momento eu luto para que as pessoas oiçam mais a música do que se preocupem com a imagem. Eu sou assim. Isto não é estudado. É a minha forma de estar.

Nunca ninguém a aconselhou a ter um visual mais clássico?
Não. Nem eu deixaria.
Qual é a memória mais antiga que tem do fado?
É de quando tinha cinco anos. Recordo-me que no restaurante dos meus pais havia uns domingos fadistas, umas tertúlias. A minha mãe não me deixava ver e eu ficava à espreita.

Ela achava que o ambiente não era próprio para uma menina?
Sim. Mas eu fugia e ficava à espreita, a ouvir tudo.

Com que imagens é que ficou desses momentos?
As imagens eram poucas. Eu era muito pequenina e não conseguia ver. Estava sempre à espera da resposta da guitarra à voz. Às vezes ficava completamente desligada da voz. Ficava só a ouvir a guitarra. O som era lindo. O ambiente era todo escuro. Tinha muito fumo. Eu não via nada.

Eram apenas vultos, vozes...
E a guitarra. O som da guitarra era fantástico.

Isso já foi depois do 25 de Abril, num momento em que o fado não estava no seu ponto alto. Como é que os seus pais se aventuraram, no restaurante, a organizar essas tertúlias fadistas?
Sabe, nos bairros típicos nunca se deixou de cantar fado. Havia sempre uma casinha, uma taberna, um espaço onde se cantava.

Quem é que cantava?
Ah, na altura aparecia toda a gente. Mesmo pessoas que diziam: «Ah, não, não vou ao fado...».

Eram cantores populares?
Eram amadores ali do bairro ou que vinham de outros bairros. Mas depois também apareciam fadistas profissionais. Eram os casos de Fernando Maurício, do Artur Batalha. Eram profissionais já tinham discos e apareciam muito lá em casa. Também apareciam poetas, actores do Parque Mayer. Na altura, o Parque Mayer ainda funcionava. Era um ambiente muito diversificado.

O que é que se comia no restaurante dos seus pais?
Os pratos típicos que se comem nos sítios normais de fado: caldo verde, bacalhau assado, bitoques, bifanas. Coisas normais.

O toque africano da sua mãe não ia para a cozinha?
Nessa altura ainda não. Isso foi mais tarde.

Depois dessas primeiras experiências, como começou a cantar?
Eu comecei a dizer ao meu pai que queria cantar. O meu pai adora fado. Mas só ouve homens. Essa é a pior parte.

Imagino que agora abre uma excepção para si.
Sou a única mulher que ele ouve. Só gosta de ouvir homens. É uma chatice. De vez em quando zangamo-nos um com o outro. «Mas porque é que não ouves isto?». «Porque eu não gosto».

E gosta de a ouvir a si?
Gosta, mas é muito crítico. É um terror, mesmo. Com o fado há brincadeiras. «Ah, não gostei muito. O guitarrista fez não sei que mais». «Mas tu agora és músico?» «Mas eu sei, já oiço fado há muitos anos». Ele tem lá os seus padrões. Mas foi o meu pai um dos grandes culpados por eu começar a cantar fado.

Foi ele que a pôs a cantar?
Foi. Eu comecei a achar muita piada e a pedir: «Ah, eu também gostava de cantar». O meu pai, à noite, ficava acordado e gravava temas da rádio e no dia seguinte mostrava-mos. «Gostas deste fado?» «Gosto». Obviamente, coisas muito leves. Eu ainda não lia, nessa altura. Então, ele começava a desenhar-me o poema e eu começava a aprender os poemas pelos desenhos que ele fazia.

Como é que se desenha a palavra saudade, por exemplo?
Ah, ele desenha muito mal. Mas eu não cantava poemas fortes. Cantava o Ó ai ó Linda, que fala de Lisboa: “Lisboa nasceu / o galo cantou / Lisboa cresceu / O tempo parou”.

Ele desenhava-lhe então o galo?
Lá vinha um galo. Lisboa, recordo-me disso, eram umas casinhas. Também cantei Os Putos. Então, ele desenhava um menino com uma bola, um charco. Depois, tinha a preocupação de gravar uma cassete só com um fado, mas repetido, sempre o mesmo fado. Eu, à noite, deitava-me, com uns headphones sempre a ouvir o mesmo fado. No dia seguinte, já o sabia.

Ele queria que a Mariza fosse fadista.
Eu acho que ele adora. Agora, é um dos seus maiores orgulhos.

Ainda guarda alguns desses desenhos ou perderam-se todos?
Não. Perderam-se. Ele desenhava mal, deitávamos fora.

Seria engraçado reconstituir esses seus fados de infância recorrendo aos desenhos do seu pai.
Era. Mas eu posso-lhe pedir para ele voltar a desenhar, porque ele não mudou a forma do desenho. O traço é igual.

Qual é o fado mais antigo que se lembra de ter cantado?
Os Putos. No fado vadio há sempre um apresentador e eu recordo-me de me apresentarem como: O Passarinho. Então lá vinha eu com um xaile pequenino que me ofereceram.

Gostava ou ia com medo?
Adorava. Era o meu momento de vitória. Chegar ali e cantar. Eu acho que não cantava nada de jeito. Não me recordo.

Ninguém gravou nenhuma dessas suas primeiras actuações?
Não há nada. Que pena. Nem fotos, nem gravações. Nada. Mas lembro-me de ir, uma vez, a uma casa de fado, no Bairro Alto, onde cantava o filho do Alfredo Marceneiro. Ele costumava frequentar a casa dos meus pais. «Ah estás aqui? Hoje vais cantar». E lá fui eu, já numa casa profissional. Toda a gente achou muita piada: «Olha, o pirralho aqui a cantar, o passarinho».


Mas na adolescência, de repente, teve uma crise de vocação.
Isso foi porque os amigos gozavam comigo. «Cantas fado?!» Era uma vergonha. Eu não tinha vergonha no bairro, continuava a cantar para os amigos do bairro e para as vizinhas e a fazer concertos na rua. Mas no liceu não me atrevia a cantar. Comecei a perceber do que é que eles gostavam: Rolling Stones, Supertramp.

Começou a cantar música pop.
Comecei a cantar as coisas de que eles gostavam.

Depois disso virou-se para os blues e para o jazz.
Mas isso, depois, já foi uma pesquisa minha. Comecei a perceber que havia uma Ella Fitzgerald, uma Nina Simone, uma Billie Holiday. Comecei a ouvir, a gostar e a cantar.

Cantava em bares e restaurantes.
Bares, restaurantes, casino, clubes. Tudo.

Não é frustrante?
Nada. É uma coisa fabulosa. Um dia destes ainda hei-de juntar os amigos todos e fazer uma noite dessas.

Estar a cantar enquanto as pessoas bebem copos e conversam…
Nunca pensei nisso. É giro.

Nunca pensou que não lhe estavam a dar atenção?
Não. Eu cantava. Sabe, para mim, cantar é uma felicidade tão grande que mesmo que não me estejam a ligar nenhuma eu continuo a cantar. Não tenho esse problema.

E como é que foi parar ao Brasil, entretanto?
Isso do Brasil já foi uma loucura minha. Tenho uns amigos brasileiros que me disseram «Nós vamos para o Brasil, vamos cantar num navio, queres vir?» «Ah, eu vou», respondi. Disse à minha mãe: «Amanhã vou para o Brasil». Ela achou que eu estava a brincar. No dia seguinte viu-me a arrastar uma mala para o táxi…

Percebeu que era a sério.
«Onde é que vais?» «Vou para o Brasil». Isto parece uma cena de filme, mas é verdade. «Para o Brasil?!» «Pois, tenho aqui o bilhete». Eu já tinha vinte e um anos.

Foi no Brasil que redescobriu o fado?
Pediam-me para cantar Nem às Paredes Confesso, Foi Deus, Coimbra. Eu cantava, mas sempre com uma sensação de terror. Sabe, eu passei muitos anos da minha vida a ouvir os fadistas tradicionais e quando cantava não me conseguia identificar com aquela forma de canto. Eu sentia que não era igual. Achava que se não cantava daquela forma estava mal. Então, cantava com muita vergonha. Mas cantava porque adorava.

Quando é que perdeu a vergonha?
Perdi a vergonha depois do primeiro disco.

Só?
Só. Sempre com muito medo e sempre a achar que ia ser acusada de não ser… Percebe? De não pertencer ali, ao meio. De não ser do fado. Afinal não. Enganei-me.

Gosta da ideia de que o fado tem uma raiz africana?
Eu gosto dessa ideia, porque tenho raízes africanas.

Nasceu em Moçambique.
Sim. Portanto, bate tudo muito certo.

Isso ajuda-a a identificar-se com o fado?
Eu nasci em África, mas não tenho grandes ligações a África. Saí de lá aos três anos, muito pequena. Não tenho recordações. A primeira vez que voltei a África foi horrível.

Horrível em que sentido?
Eu tinha crescido na Europa, estava habituada a ter tudo.

Com que idade é que lá voltou?
Com dezoito anos. Quando fui a Moçambique (estou a falar do princípio dos anos noventa), estava a terminar a guerra. Era um país onde faltava tudo. Não havia água, electricidade, o elevador não funcionava. Não havia os meios básicos. Não havia leite…

Foi um choque.
Foi. Foi horrível. E não me consegui identificar.

As suas raízes, no entanto, estão espalhadas por esse mundo fora. Tem ascendência indiana, alemã, espanhola…
Por parte do meu pai nota-se perfeitamente essa mistura. É muito alto, tem quase um metro e noventa, tem olhos verdes e é loiro. Não tem nada a ver com o português normal. E na minha mãe também se vêem as misturas porque é uma mestiça escura, de cabelo preto liso e olhos negros. Nota-se a mistura indiana.

Também sente o fado como uma música mestiça?
Sim, também. Muito. Aliás, não há músicas puras. Nem a música clássica é pura.


O FADO DELA
Tudo começou apenas há sete anos. O primeiro disco de Mariza tornou-se em pouco tempo disco de ouro. De Fado em Mim, o disco de estreia, a Terra, o mais recente, editado em Julho, vai o longo trajecto do anonimato para a fama mundial. Aos 36 anos, Mariza é a artista portuguesa mais conhecida no estrangeiro. Nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, mas foi na Mouraria que cresceu entre fado e sardinhas assadas. Em 2003 ganhou o prémio de World Music da BBC. No ano passado foi a primeira artista portuguesa nomeada parta um Grammy.

Campo Pequeno_3



FOI DEUS
(Alberto Janes)

Mariza no Campo Pequeno
Concerto de homenagem a Amália Rodrigues: Amália à l’Olympia
Lisboa, Portugal / 11 de Dezembro de 2008

Mariza visita Nueva York

de Pablo Calvi
www.co.terra.com, 3 de Febrero de 2009


Si el portugués es ya de por sí una lengua dulce, ni que hablar de lo bello que suena en los labios de Mariza, la nueva dama del fado. Claro que el ritmo, esa mezcla urbana de guitarras, voz y sentimiento que hasta no hace demasiado palpitaba puertas dentro del mundo lusoparlante, brilló con luz propia gracias a la impecable Amalia Rodrígues. Pero desde su muerte en 1999, la tradición se hizo esperar y la sucesión en el trono de una de las músicas urbanas europeos más bellas y melancólicas recién llegó en 2002 con Fado em Mim, un álbum que Mariza ni siquiera había pensado editar.

”Creo que son tantos los herederos de Amalia Rodrígues como quienes conviven en los géneros que se nutren del Fado", afirma la cantante desde Lisboa mientras se prepara para un tour que la traerá hasta Nueva York el 28 de Febrero. "El fado es una música de tanto pero tanto sentimiento y pasión que se puede ver su impronta en géneros como el tango, la bossa Nova; es una música con la que te muestras al desnudo", asegura.

El romance de Mariza con el fado comenzó relativamente tarde. Nacida en Mozambique, se radicó con su familia en Lisboa antes de cumplir tres años. "Nos mudamos a un barrio muy tradicional de aquí y fue ahí en donde comencé a escuchar Fado, aunque no a cantarlo". Con su flamante Terra, que se lanzará en Estados Unidos a fines de Febrero pero que ya ha sido nominado para un Grammy Latino al mejor disco folk, sumado a un Grammy Latino en el haber por su Concierto en Lisboa, Mariza sin embargo no se considera una fadista. "Me honra que me llamen así, pero yo soy más bien una cantante que interpreta el Fado" ser fadista es mucho más que eso y no sé si estoy a la altura de que me llamen así; de hecho yo me formé escuchando Ella Fitgerald, Frank Sinatra y una gran variedad de géneros populares que no necesariamente tienen que ver con el Fado".

Sin embargo, en 1999 y luego de un impasse que la llevó hacia las arenas del pop y del jazz, Mariza volvió decidida a embarcarse en la tradición. "Les decía a mis amigos que un día iba a ir a tocarle la puerta a Amalia para decirle lo mucho que la admiraba y cuánto influyó su música en que yo comenzase a apreciar más la tradición de música portuguesa" pero lamentablemente ese mismo año ella murió y yo me lamento por no haberme decidido a hacer lo que tantas veces prometí".

Entre las promesas de Mariza hay una que asegura jamás va a quebrar. "Creo que es tan pero tan importante la autenticidad cuando uno está trabajando este género, que no sé si podría subirme a un escenario sólo porque tengo que hacerlo. Creo que no podría, me sentiría vacía" y claro, eso en cualquier género puede notarse más o menos, pero en una música tan espiritual como ésta, es casi vital que las emociones estén ahí".

Por ello, anticipando una gira que la llevará al borde del agotamiento ("llegamos a tocar nueve noches consecutivas, va a ser muy demandante", confiesa) Mariza asegura que comenzará a revisar lo antes posible su rutina para el año que viene. "Ya no soy tan joven y este es un esfuerzo muy pero muy grande, que hago para honrar a mis aficionados en Estados Unidos, pero creo que a partir de 2010 sólo iré a tocar de vez en cuando y a los lugares con los que realmente sienta una gran afinidad".

Bad Kissingen



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Concerto de Mariza
Winterzauber, Bad Kissingen, Alemanha
9 de Janeiro de 2009
Fotografias de Christian Gaier
http://www.fotocommunity.de/pc/pc/mypics/943905

Amália à l'Olympia



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Mariza no concerto de tributo a Amália Rodrigues com vários fadistas
Campo Pequeno, Lisboa, Portugal
11 de Dezembro de 2008
Fotografias de Luís Ferreira

TOUR ARCHIVE 2009

09/01/2009 * GERMANY, Bad Kissingen – Winterzauber
10/01/2009 * GERMANY, Berlin – Admiralspalast
13/01/2009 * GERMANY, Bremen – Glocke
14/01/2008 * GERMANY, Mülheim – Ringlokschuppen
15/01/2009 * GERMANY, Dortmund – Konzerthaus
17/01/2009 * AUSTRIA, St. Pölten – Festspiel Haus
20/01/2009 * UNITED KINGDOM, Glasgow – Royal Concert Hall
13/02/2009 * CANADA, Toronto – Massey Hall
14/02/2009 * USA, Chicago – Orchestra Hall Symphony Center
15/02/2009 * CANADA, Montreal – Tréâtre Maisonneuve
17/02/2009 * CANADA, Quebec – La Palais Montcalm
19/02/2009 * USA, Amherst – Fine Arts Center Concert Hall
20/02/2009 * USA, Fairfield – Kelley Theatre Fairfield University
21/02/2009 * USA, Storrs – Jorgensen Auditorium
24/02/2009 * USA, University Park – Penn State University
27/02/2009 * USA, Greenvale – Tiles Center for Performing Arts
28/02/2009 * USA, New York – Town Hall
01/03/2009 * USA, Philadelphia – Kimmel Theater
03/03/2009 * USA, Hanover – Hopkins Center
04/03/2009 * USA, Burlington – Flynn Theater
06/03/2009 * USA, Fairfax – Center for the Arts
09/03/2009 * USA, Nashville – Schermerhorn Symphony Center
10/03/2009 * USA, Hampton – The American Theater
13/03/2009 * USA, New Bedford – Zeiterion Theatre
14/03/2009 * USA, New Bedford – Zeiterion Theatre
15/03/2009 * USA, New London – Garde Theatre
18/03/2009 * USA, Los Angeles – Walt Disney Concert Hall
19/03/2009 * USA, Santa Barbara – Lobero Theatre
21/03/2009 * USA, Savannah – Lucas Theatre
27/03/2009 * USA, Fort Lauderdale – Au Rene Theatre
28/03/2009 * USA, Miami – Knight Concert Hall
29/03/2009 * USA, Atlanta – Robert Ferst Theatre
31/03/2009 * USA, Chapel Hill – Memorial Hall
01/04/2009 * USA, Richmond – Camp Concert Hall
03/04/2009 * USA, Germantown – Germantown Arts Centre
04/04/2009 * USA, Fayetteville – Walton Arts Center
05/04/2009 * USA, St. Louis – Sheldon Concert Hall
07/04/2009 * USA, Iowa City – Virgil M. Hancher Auditorium
08/04/2009 * USA, Madison – Wisconsin Union Theatre
10/04/2009 * USA, Cleveland – Ohio Theatre
11/04/2009 * USA, Detroit – Music Hall Center
14/04/2009 * USA, West Lafayette – Loeb Playhouse
15/04/2009 * USA, Urbana – Krannert Center
17/04/2009 * USA, Seattle – Benaroya Hall
18/04/2009 * CANADA, Vancouver – Chan Centre for Performing Arts
20/04/2009 * CANADA, Vancouver – Chan Centre for Performing Arts
22/04/2009 * USA, Boulder – Macky Auditorium Concert Hall
23/04/2009 * USA, Santa Fe – Lensic Performing Arts Center
25/04/2009 * USA, Portland – Arlene Schnitzer Concert Hall
26/04/2009 * USA, Eugene – Silva Concert Hall
28/04/2009 * USA, San Diego – The Balboa Theatre
30/04/2009 * USA, Napa – Napa Valley Opera House
01/05/2009 * USA, Turlock – Turlock Community Theatre
02/05/2009 * USA, Oakland – Paramount Theatre of the Arts
05/05/2009 * PORTUGAL, Lisboa – Pavilhão Atlântico
Convidada de Lenny Kravitz
23/05/2009 * ESPAÑA, Segovia - Teatro Juan Bravo
09/06/2009 * ANGOLA, Luanda – Cine Atlântico
12/06/2009 * PORTUGAL, Torres Novas – Palácio dos Desportos
13/06/2009 * PORTUGAL, Espinho – Nave Polivalente
14/06/2009 * FRANCE, Créteil – Base de Loisirs
16/06/2009 * PORTUGAL, Olhão – Jardim Pescador Olhanense
19/06/2009 * PORTUGAL, Braga – Estádio 1º de Maio
20/06/2009 * PORTUGAL, Cascais – Baía de Cascais
27/06/2009 * PORTUGAL, Lisboa – Castelo de S. Jorge
28/06/2009 * PORTUGAL, Castro Verde – Largo da Feira
02/07/2009 * PORTUGAL, Lisboa – Pavilhão Atlântico
IV Concerto da Associação Portuguesa contra a Leucemia - vários artistas
05/07/2009 * PORTUGAL, Matosinhos
07/07/2009 * ITALIA, Milano – Villa Arconati
09/07/2009 * ITALIA, Roma – Auditorium Parco della Musica
12/07/2009 * NETHERLANDS, Rotterdam – North Sea Jazz Festival
Convidados especiais Chucho Valdês e Tito Paris
14/07/2009 * PORTUGAL, Oeiras – Jardins do Marquês de Pombal
15/07/2009 * PORTUGAL, Lisboa – Jardins da Torre de Belém
Convidada de Jorge Palma, no encerramento das Festas de Lisboa 2009
19/07/2009 * PORTUGAL, Cascais – Parque Marechal Carmona
Convidada de Concha Buika, no Cool Jazz Fest 2009
24/07/2009 * ESPAÑA, Huesca – Auditorio Natural de Lanuza
26/07/2009 * ESPAÑA, Las Palmas – Auditorio Alfredo Kraus
29/07/2009 * PORTUGAL, Cantanhede – XVIV Expofacic
07/08/2009 * PORTUGAL, Zambujeira do Mar – Festival Sudoeste 2009
10/08/2009 * PORTUGAL, Açores – Festival Graciosa 2009
14/08/2009 * PORTUGAL, Vila Real de Santo António – Allgarve'09
Convidada especial Carminho
16/08/2009 * PORTUGAL, Melgaço – Festa da Cultura
22/08/2009 * PORTUGAL, Freixo de Espada à Cinta – Praça Central
05/09/2009 * MACAU – Centro Cultural de Macau
01/10/2009 * AUSTRALIA, Brisbane – Queensland Performing Arts Centre
03/10/2009 * AUSTRALIA, Adelaide – Adelaide Festival Centre
05/10/2009 * AUSTRALIA, Sydney – Sydney Opera House
08/10/2009 * THAILAND, Bangkok – 11th International Festival of Dance & Music
14/10/2009 * JAPAN, Tokio – Hibiya Koudaiko
24/10/2009 * PORTUGAL, Torres Vedras – Pavilhão Multiusos da Expotorres
29/10/2009 * PORTUGAL, Porto – Coliseu do Porto
30/10/2009 * PORTUGAL, Porto – Coliseu do Porto
31/10/2009 * PORTUGAL, Lisboa – Coliseu dos Recreios
01/11/2009 * PORTUGAL, Lisboa – Coliseu dos Recreios
07/11/2009 * USA, Boston – Berklee Performance Center
08/11/2009 * USA, Washington DC – GW Lisner Auditorium
10/11/2009 * USA, Naugatuck – Portuguese Club Clube Uniao
12/11/2009 * USA, Houston – Jesse H. Jones Hall
14/11/2009 * USA, Denver – University of Denver, Newman Center
15/11/2009 * USA, Dallas – Margot and Bill Winspear Opera House
17/11/2009 * USA, Santa Cruz – Rio Theatre
18/11/2009 * USA, Davis – Mondavi Center Jackson Hall
19/11/2009 * USA, Berkeley – University of California, Zallerbach Hall
21/11/2009 * USA, New York – Carnegie Hall
26/11/2009 * BRASIL, São Paulo – Auditorio Ibirapuera
29/11/2009 * PORTUGAL, Lisboa – XIX Cimeira Ibero-Americana
05/12/2009 * PORTUGAL, Guimarães – Pavilhão Multiusos
Tributo a Amália Rodrigues com vários artistas
19/12/2009 * PORTUGAL, Lisboa – Campo Pequeno
Concerto de Natal com vários artistas

Fado Maestro


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Mariza no concerto de homenagem a Carlos do Carmo
Pavilhão Atlântico, Lisboa, Portugal
29 de Novembro de 2008
Fotografias de Nuno Fontinha

Maior digressão americana de sempre

de Nuno Lopes / Agência Lusa
Jornal de Notícias, 11 de Janeiro de 2009


A fadista Mariza inicia no próximo mês aquela que será a sua maior digressão de sempre, devendo pisar, em três meses, qualquer coisa como 48 palcos. A cantora repartirá concertos entre os Estados Unidos e o Canadá. "Devia estar louca quando aceitei, mas se assumi o compromisso vou cumprir. São três meses sem vir a Portugal, nunca fiz uma digressão tão longa", disse Mariza à Lusa.

A intérprete de "Pequenas verdades" (Diogo Clemente/Javier Limón) inicia a digressão dia 13 de Fevereiro em Toronto (Canadá), no Massey Hall, actuando no dia seguinte no Orchestra Hall Symphony Center, em Chicago, já no Estado norte-americano de Illinois. "São três meses longe de casa, em que o ritmo é avião/hotel/concerto e, no dia seguinte, o mesmo: andar em companhias de aviação banalíssimas, sem ser a maravilha que se pensa. A maravilha das maravilhas é subir ao palco e cantar", sublinhou a cantora.

De Chicago, a terceira maior cidade norte-americana, Mariza regressa, dia 17, ao Canadá, para actuar no La Palais Montcalm, na cidade do Quebeque, seguindo dia 19 para Amherst (Massachusetts) onde actuará no Fine Arts Center Concert Hall e, no dia seguinte, no Kelley Theatre Fairfield University, em Connecticut (Nova Inglaterra).

A digressão nos Estados Unidos e Canadá é uma "aposta forte" da cantora que irá duas semanas antes, "para acções promocionais, nomeadamente entrevistas".
Os espectáculos "são completamente baseados no último álbum, 'Terra', com três ou quatro temas dos anteriores CD", explicou.

O álbum, produzido por Javier Limón e que mereceu uma nomeação o ano passado para os Grammy Latinos, foi posto este mês à venda nos Estados Unidos. Do álbum, que três revistas inglesas colocaram entre os dez melhores do mundo na área de world music, há dois temas que "são do particular agrado do público, nomeadamente 'Já me deixou' e 'Rosa branca'", disse a intérprete.

Mariza será acompanhada por Ângelo Freire (guitarra portuguesa), Diogo Clemente (viola), Marino de Freitas (viola-baixo), Simon James (piano/trompete) e Vicky (percussões), prevendo-se, ainda em Fevereiro, actuar no Jorgensen Auditorium, em Storrs (Connecticut), dia 21, na Penn State University, em Passadena (Califórnia), dia 24 e 25 no Center for the Arts, em Buffalo (Nova Iorque).

Os dois últimos espectáculos, dias 1 e 2 de Maio, acontecem na Califórnia, respectivamente no Turlock Community Theatre, em Turlock, e no Masonic Auditorium, em San Francisco.

Campo Pequeno_1

ESTRANHA FORMA DE VIDA
(Amália Rodrigues / Alfredo Duarte)

Mariza no Campo Pequeno
Concerto de homenagem à Amália Rodrigues: Amália à l’Olympia
Lisboa, Portugal / 11 de Dezembro de 2008

Campo Pequeno_2

LISBOA NÃO SEJAS FRANCESA
(José Galhardo / Raul Ferrão)

Mariza no Campo Pequeno
Concerto de homenagem a Amália Rodrigues: Amália à l’Olympia
Lisboa, Portugal / 11 de Dezembro de 2008

Mariza's new CD

www.dirtylinen.wordpress.com, December 17, 2008


Charlie Chaplin’s “Smile” was never supposed to end up on the latest album by Portugal’s musical grande dame. Mariza, a fado powerhouse, and Brazilian pianist Ivan Lins were just clowning around, having some fun with the sweet song that’s been covered by everybody from Barbra Streisand and Diana Ross to Judy Garland and even Michael Jackson. That is, until they realized producer Javier Limón had been secretly recording them. When she looked up and saw tears in his eyes, she wondered what she had done. “I thought we broke something, I thought we did something wrong!” she exclaims. Sung with the kind of beautiful melancholy that only a fadista can bring, it instead ends up as a bonus track on the North American release of Terra (Four Quarters Entertainment / World Connection), a musical proclamation that Mariza has come into her own. Terra will be released Stateside on January 27, 2009, to coincide with an extensive three-month 47 city tour of North America.

Mariza calls “Smile” a gift, a “present for the kindness people have given to me through all this time, trying to understand me. It’s my way of saying ‘Thank you’.” And audiences have certainly enjoyed watching her transform. If her debut album Fado Em Mim was an effort to establish her knowledge of the fado tradition, having grown up in her father’s fado house in Lisbon, her second release Fado Curvo allowed her to put her own stamp on the tradition while demonstrating that there are more ways than one to move artistically from point A to point B. Her next release, Transparente , a more intimate, classically-inspired take on fado, expressed Mariza as a more experienced and sophisticated artist.

Since then Mariza has continued to wow audiences with her powerful talent as a live performer, recording the album Concerto em Lisboa to a hometown audience of several thousand right next to that most visual icon of fado-the sea. She has also traveled the world, selling out concert halls, from Carnegie Hall and Disney Concert Hall to London’s Royal Albert Hall and the Sydney Opera House, and winning awards, including a BBC World Music Award and 2008 Latin Grammy nomination.

Now a mature performer, Mariza’s Terra showcases the new voice of Portugal, a voice comfortable enough with Portuguese music to have some fun with it. On the one hand, Terra is firmly planted in tradition; tracks like “Já Me Deixou” and “Rosa Branca” rejuvenate well-worn, beloved songs of the past, and “Recurso” demonstrates her lifelong commitment to fado, having discovered this hand-written, never-published poem by David Mourão-Ferreira in a fado museum.

On the other hand, nourished by her traditional roots, Mariza branches out in new directions. The first clue of this was her choice of Javier Limón, a Grammy-nominated Spanish flamenco guitarist/producer (known for his work with Paco de Lucia, Bebo & Cigala, and Buika), as producer for Terra. At first leery of having somebody with such a different musical background working with her on her new album, Mariza invited him to Portugal to play in a taverna. It was then that it hit her: “Right then I knew he was the right one for this. With him, everything was music, for music.”

Collaboration with other musicians yielded musical fruits on the tracks of Terra as well. “Fronteira,” a lively song discussing the real and imagined borders between Portugal and Spain, features a folkloric Portuguese rhythm from the north that is made to sound gently Cuban through the playing of Chucho Valdes, the Cuban pianist and bandleader more known for his jazz stylings, and with a battery of Portuguese percussion played by Spanish master El Piraña. “Alma de Vento” was created in the highly unconventional manner of having a guitar line first sent to her by Dominic Miller, an Argentinian-born, London-raised musician who now plays with Sting, around which she had to find the right lyrics.

Perhaps the most memorable musical melding on the album happens in the morna “Beijo de Saudade.” The poem was written in misery in 1958 by one of the greatest Cape Verdean poets, B.leza, who had married a fado star, moved to Portugal, and found himself dying in a hospital bed where he saw the sea-and his tiny, faraway home island-through the window.

Joining her on the track is Tito Paris, a Cape Verdean icon, living in Lisbon who has worked before with Mariza and Cesaria Evora, among others, and who blends African influences into the Portuguese musical landscape. Half Mozambican herself, Mariza finds the collaboration on Terra deeply personal as well, saying that “Tito is putting the African part that is missing in me, and I’m putting the Portuguese part that is missing in him.” Along with an elegant muted trumpet, the track is loaded with enough fado-worthy longing to create a timeless masterpiece.
Iberian splendor is captured in the track “Pequenas Verdades,” a sweet tune written for Mariza by Limón himself. Wanting to retain the original Spanish flavor, they brought in Concha Buika-known simply as Buika-a meteorically rising Afro-Spanish flamenco singer.

It’s easy to put a star like Mariza into a musical box. Fado, the beguiling music that helped catapult her onto the global soundscape also taunts her like a jealous lover never wanting to be neglected for too long, a curious and passionate relationship she recounts on the track “Mihn’Alma.” Yet the transformed Mariza firmly stands her ground. With a new musical family surrounding her and the voice of experience and tradition behind her, she reaches out to give Portugal a new sound.

PARABÉNS / HAPPY BIRTHDAY




















Cara Mariza,

Foi um momento tão desejado
Já é passado, o que foi presente
E o que agora é presente será passado
Nem posso explicar o que meu coração sente
Quando há pouco te ouvi cantar o fado
Vou pelo futuro até ao presente
Mesmo que a saudade aperte um bocado
Terei que aguardar e ser paciente
Já que a minha paixão é o teu fado
Se o futuro é esperança
Espero que recordes amanhã
Aceita este presente como lembrança
De uma fiél amiga e fã
Muitos parabéns Mariza!

Jasmin, Austria


TERRA no top da revista Uncut

de Lia Pereira
www.blitz.aeiou.pt, 10 de Dezembro de 2008


Revista inglesa publica suplemento com melhores discos, DVDs, filmes e momentos do ano. Há dois portugueses ao barulho.

Buraka Som Sistema e Mariza aparecem contemplados no mega-top da revista do ano, publicado como suplemento autónomo na edição de Janeiro da revista (Jimmy Page na capa). Na revista-extra que faz "rewind" a 2008, a Uncut destaca Black Diamond, dos Buraka Som Sistema, e Terra, de Mariza, como quinto e oitavo melhores discos "globais" do ano, respectivamente.

Numa tabela liderada por Toumani Diabaté e Amadou & Mariam, ambos do Mali, há outro falante de Português - o brasileiro Seu Jorge, em sexto - e um nativo do país vizinho: Alegranza, do espanhol El Guincho, está em 11º lugar. Na tabela geral de melhores álbuns do ano está,
como anunciado pela BLITZ, Third, dos Portishead, seguido da estreia homónima dos Fleet Foxes e de Dear Science , dos TV On The Radio.

Ao longo de 50 páginas, a Uncut revela muitos outros tops, desde as preferências pessoais de cada um dos seus colaboradores às melhores capas, melhores caixas especiais ou melhores frases.

TERRA no top do jornal The Times

www.musica.iol.pt, 10 de Outubro de 2008


«Terra», o último trabalho de originais da fadista portuguesa Mariza, foi eleito pelo jornal inglês «The Times» como um dos 10 melhores discos de World Music de 2008.

A distinção ocorre numa altura em que Mariza prepara o lançamento de uma nova edição de «Terra», que inclui um DVD bónus com temas gravados ao vivo no concerto de arranque da digressão mundial do dupla platinado «Terra» na Monumental Celestino Graça (Santarém). O DVD inclui ainda quatro temas, todos do novo disco: «Alfama», «Rosa Branca», «Recurso» e «Tasco da Mouraria».

A fadista encontra-se prestes a terminar uma digressão europeia de apresentação do seu último disco, que para além de Portugal, passou por França, Reino Unido, Espanha, Roménia, Bélgica, Suécia, Finlândia, Holanda, Luxemburgo, Bulgária, Suiça, Alemanha, Austria, Noruega, Sérvia e Hungria.

Daqui a poucos meses, Mariza vai realizar a sua maior digressão pela América do Norte, que consiste em 48 espectáculos, entre Fevereiro e Maio do próximo ano, com destaque para os concertos no Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, e em Town Hall em Nova Iorque.